domingo, 1 de novembro de 2009

Assista o MTV Debate com Demian Maia e Kallás


Assista aqui, na íntegra, o MTV Debate em que o atleta peso médio do UFC e jornalista, Demian Maia, e eu, defendemos o MMA.

sábado, 31 de outubro de 2009

Kallás será mestre de cerimônias do Brasileiro de Muay Thai


Hoje faço minha estreia como mestre de cerimônias em eventos esportivos!

Atendendo um convite dos mestres Artur Mariano e Luiz Alves, da Confederação Brasileira de Muay Thai, serei o "annoucer" (ou apresentador) do Campeonato Brasileiro da modalidade.

O evento, que promete 8 lutas emocionantes pelo cinturão brasileiro de Muay Thai, acontece hoje (sábado, 31 de outubro), às 18h, no ginásio do América Football Club (Rua Campos Sales, 118 - Tijuca - Rio de Janeiro - Tel. 21 2567-7478).

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

José Aldo Jr. x Mike Thomas Brown - A luta do ano?

Abaixo, um preview daquela que, para mim, é a mais séria candidata à luta do ano: Mike Thomas Brown x José Aldo Jr, pelo título dos plumas do WEC.



IMPERDÍVEL!

Esquenta debate sobre presidência da UE e socialistas reivindicam alto cargo


O primeiro-ministro sueco e presidente rotativo da União Europeia (UE), Fredrik Reinfeldt, afirmou hoje que ainda não é a hora dos líderes comunitários discutirem as candidaturas a presidente permanente da UE e a Alto Representante para a Política Externa, nem sequer de maneira informal, mas o debate já está aberto entre conservadores e socialistas, que reivindicam fortemente um representante na cúpula.

"Não abrirei consultas sobre nenhum nome e também não manterei contatos informais ao respeito", afirmou o presidente rotativo da UE e, portanto, encarregado de dirigir os debates durante o Conselho Europeu de hoje e amanhã.

Na sua chegada à reunião do Partido Popular Europeu (PPE) prévia à Cúpula dos 27, Reinfeldt considerou que antes de começar a falar de nomes é necessário ter mais clareza sobre a ratificação do Tratado de Lisboa na República Tcheca.

"O que espero desta noite é tratar a situação tcheca. Necessitamos que todos os colegas aceitem a solução que estamos tentando encontrar", assinalou, em referência às exigências impostas pelo presidente do país, Vaclav Klaus, para a assinatura.

Para o primeiro-ministro sueco, embora os 27 aceitem os pedidos de Klaus, "não há por enquanto um caminho claro para a ratificação do Tratado de Lisboa" na República Tcheca, depois que o Tribunal Constitucional do país adiasse até 3 de novembro sua decisão sobre o recurso colocado contra o texto por um grupo de senadores conservadores.

Por outro lado, importantes dirigentes socialistas europeus reivindicaram hoje que o futuro Alto representante para a Política Externa seja socialista e questionaram abertamente a possibilidade do ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair (1997-2007) ocupar a futura Presidência da União Europeia (UE).

O mais claro em rejeitar a candidatura oficiosa do ex-primeiro-ministro foi o titular de Assuntos Exteriores de Luxemburgo, Jean Asselborn, que declarou à imprensa que Blair "não é o candidato correto" para a Europa "pelo que representa".

O ex-premier britânico "está vinculado a (o ex-líder dos EUA George W.) Bush" e "se os Estados Unidos elegeram (Barack) Obama, Europa não pode voltar a Bush", indicou o ministro luxemburguês.

Recentemente, o primeiro-ministro de Luxemburgo, o democrata-cristão Jean-Claude Juncker, parceiro de coalizão do partido de Asselborn, manifestou que não se oporia se seu nome fosse colocado realmente indicado ao posto de presidente europeu e se tornou no primeiro candidato declarado da ala conservadora.

Já o presidente do Partido dos Socialistas Europeus (PSE), o ex-primeiro-ministro dinamarquês Poul Nyrup Rasmussen, confirmou que a "preferência clara" dessa linha política na Europa é optar ao posto de Alto representante, mas aclarou que é ainda "um pouco cedo" para antecipar nomes.

"Primeiro cabe esclarecer as bases do tratado para tomar decisões", disse, em alusão à necessidade que Tratado de Lisboa supere a ratificação na República Tcheca e possa entrar em vigor.

Na mesma linha, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que é preciso esperar a que todos os países ratifiquem o Tratado para falar das nomeações do presidente permanente da União e do novo Alto Representante para a Política Externa.

No entanto, o ministro de Exteriores italiano, Franco Frattini, assegurou que hoje se abrirão as discussões sobre o perfil ideal do candidato para presidir a UE e que vê com bons olhos a candidatura de Tony Blair.

Frattini, que representará à Itália na Cúpula no lugar do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, assegurou que seu Governo mantém a mesma postura e apóia o britânico, mas advogou por buscar um consenso amplo.

Mas se depender dos socialistas, Blair está longe de ser consenso.

O chefe do grupo dos socialistas e democratas no Parlamento Europeu (PE), o alemão Martin Schulz, disse que entre os socialistas só o primeiro-ministro trabalhista britânico apóia a Blair.

"Gordon Brown tem outra opinião: ele apóia a candidatura de Blair para a Presidência da UE, mas todos os outros primeiros-ministros têm a ambição que o cargo de Alto representante deve corresponder aos socialistas".

"Que as instituições da UE estejam ocupadas por três "Bês" - Buzek, Barroso e Bildt -, é difícil de digerir para a família socialista", abundou Schulz.

Atualmente as Presidências do Parlamento Europeu, da Comissão Europeia (CE) e do Conselho de Ministros são ocupadas por dirigentes do Partido Popular Europeu (PPE): o polonês Jerzy Buzek, o português José Manuel Durão Barroso e o sueco Carl Bildt, respectivamente.

Mas quando questionado por quais nomes serão propostos pelos socialistas, Schulz se limitou a dizer que "nomes há, mas não a hora de mencioná-los ainda não é agora".

Entre os conservadores, Joseph Daul, líder do PPE no Parlamento Europeu, confirmou que Juncker é, por enquanto, o único candidato declarado da direita, embora afirmar que haverá "muitas" opções, mas deixou clara uma coisa: "Blair não é o candidato do PPE" para presidir a União quando entre em vigor o Tratado de Lisboa.

Demian Maia e Kallás no MTV Debate

Se você não viu o MTV Debate em que o campeão mundial Demian Maia e eu defendemos o MMA, aqui o LINK para o programa na íntegra.

Aproveito pra recomendar também o recém lançado blog do meu colega de comentários no Combate, Luciano Andrade. Vale conferir.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dana White diz que Dan Henderson está praticamente fora do UFC

O presidente do UFC, Dana White, fala sobre como as negociações cpara a renovação com Dan Henderson acabaram e garante que Anderson Silva vai ser o grande nome do UFC 108, dia 2 de fevereiro de 2010.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Turquia diz que agressão de Israel em Gaza matou perspectiva de paz na região

Ancara, out 16 (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, afirmou hoje que a agressão israelense contra a Faixa de Gaza o ano passado "matou" a perspectiva de paz na região.

Em resposta a uma pergunta sobre a crescente tensão entre Ancara e Tel Aviv, Davutoglu disse que a Turquia não persegue uma política contra Israel, mas dá prioridade à paz na região.

"Durante os últimos anos, eu estive pessoalmente implicado na diplomacia secreta entre Síria e Israel e conseguimos sentar a ambos na mesa", explicou.

"Mas, ano passado, Gaza foi cercada com todos os meios disponíveis e aconteceu o maior ataque que essa região já sofreu. 1.500 pessoas morreram, a maioria mulheres e crianças, e outras 5 mil foram feridas. Todos nossos esforços de paz foram esmagados com um só golpe", criticou o chefe da diplomacia turca.

O ministro acrescentou que Ancara atuaria da mesma forma se acontecesse um ataque similar a uma cidade israelense.

"Não temos nada contra Israel. Não queremos guerra na região, mas não podemos fechar os olhos ao que aconteceu (em Gaza). Turquia é um país forte, temos que proteger a mulheres e crianças", acrescentou.

Davutoglu ressaltou que a Turquia voltará a sua linha anterior de colaboração com Israel, quando o Governo de Tel Aviv retorne a sua linha de paz.

"(A guerra em) Gaza matou a perspectiva de paz. Durante os oito meses anteriores à guerra nem um só foguete foi disparado de Gaza a Israel... agora as crianças palestinas não podem ir à escola, o povo nem sequer tem um teto para proteger-se. Cada dia, quando levo meu filho à escola, sofro por isto", assegurou.

Israel lançou no final de dezembro de 2008 a operação militar "Chumbo Fundido" na Faixa de Gaza, segundo Tel Aviv, em resposta ao lançamento nos dias anteriores de cerca de 200 foguetes Qassam por milícias palestinas, essencialmente do movimento islamita Hamas, informação contestada pelos palestinos e outros países da região.

Em referência aos exercícios militares conjuntos suspensos por Ancara, Davutoglu disse que a Turquia não poderia participar de uma ação militar com Israel enquanto o país não desenvolva uma política de paz.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, disse na quinta-feira que seu Governo cancelou as manobras com Israel porque essa era a "vontade do povo" turco.

A tensão entre ambas capitais se acelerou por causa de uma série de televisão da rede pública turca TRT 1, que mostra em Gaza, soldados israelenses matando crianças palestinas.

Oficiais israelenses reagiram a essa série dizendo que "nem um país inimigo mostraria um filme tão cheio de ódio". EFE

Terror continua no Paquistão: pelo menos onze mortos em novo atentado suicida

Islamabad, 16 out (EFE).- A violência e terror continuam na região da fronteira do Paquistão com o Afeganistão quando, hoje, pelo menos 11 pessoas morreram e mais de dez ficaram feridas em um atentado suicida contra uma sede policial da cidade paquistanesa de Peshawar (norte), informou a Efe uma fonte oficial.

O ministro provincial de Informação, Mian Iftikhar Hussain, citado pela mídia paquistanesa, explicou que entre as vítimas da explosão - que destruiu vários veículos das forças de segurança - há pelo menos três agentes policiais, além de crianças e mulheres.

No entanto, uma fonte policial assegurou que o ataque não causou vítimas entre as forças de segurança.

Este ataque acontece um dia após uma séria de ações terroristas coordenadas na cidade de Lahore e duas duas outras localidades do conflituoso noroeste paquistanês, que terminaram com a morte de mais de 40 pessoas.

No atentado de hoje, de acordo com Hussain, o suicida jogou um veículo carregado de 70 explosivos, por volta das 12h40 hora local (3h40 hora de Brasília), contra um edifício da agência policial de investigação, situado em uma área militar da capital da Província da Fronteira do Noroeste (NWFP), disse ao canal Dawn uma fonte oficial.

As forças de segurança isolaram a zona, enquanto os feridos foram transferidos a hospitais próximos.

O ministro de Assuntos Exteriores do Paquistão, Shah Mehmood Qureshi, em comunidado oficial, condenou o atentado e reiterou que o Governo "está comprometido a lutar contra o terrorismo com maior ênfase".

O Paquistão sofre uma onda de violência que já tirou a vida de 170 pessoas nos últimos doze dias em diversos pontos do país.

O Exército combate atualmente os radicais no vale de Swat (norte) e prepara desde junho uma grande ofensiva na região tribal do Waziristão do Sul, bastião dos talibãs paquistaneses, que reivindicaram a maioria das ações terroristas recentes. EFE

Bronca e soneca em caixa de papelão causaram a confusão do "menino do balão"

Washington, 15 out (EFE).- O pai do menino que ganhou a atenção do mundo por se imaginar que viajaria sozinho dentro de um balão de gás artesanal declarou hoje que vai ter atenção redobrada no filho, ao mostrar-se aliviado depois que a criança fosse encontrada escondida na própria casa no estado do Colorado.

"Agradeço a todos os que participaram da busca. Foi terrível. Vamos vigiá-lo muito a partir de agora", afirmou Richard Heene aos jornalistas na localidade de Latimer.

O pai de Falcon explicou que perdeu o filho de seis anos de vista após tê-lo surpreendido no sótão, quando entrava em caixas usadas para guardar baterias.

O menino ganhou uma bronca e se escondeu em uma delas, no sótão acima da garagem da casa da família, na cidade de Fort Collins.

"Ele disse que se escondeu quando gritei com ele. Me arrependo de haver gritado", disse, abraçando o filho, que se explicou de forma simples aos jornalistas: "Comecei a brincar com meus brinquedos e acabei dormindo".

"Estava no sótão. Me assustei quando levei a bronca. Por isso me escondi ali. Pensei que estava em problemas", acrescentou o menino.

O incidente começou depois que um de seus irmãos disse que Falcon tinha entrado no balão que Richard Heene tinha fabricado e guardava no quintal, que se soltou e começou a subir.

A partir desse momento, as autoridades informaram que aparentemente Falcon estava a bordo do balão, começando uma grande operação para tentar "resgatá-lo".

A jornada de quase quatro horas e foi transmitida ao vivo pela televisão de todo o país, terminando quando o balão pousou sobre um campo aberto com seu cesto vazio e Falcon acordou de sua soneca na caixa de papelão. EFE

sábado, 26 de setembro de 2009

Hamas: "Nossa luta com Israel é porque nos invadiram e não porque são judeus"

Londres, 26 set (EFE).- O líder da organização palestina Hamas, Khaled Meshaal, afirma que a luta de seu povo com Israel é "porque nos invadiram e não porque sejam judeus".

Entrevistado para a revista britânica "New Statesman" pelo político trabalhista britânico Ken Livingstone, Meshaal, que vive exilado na Síria, afirma que os palestinos são "vítimas de um projeto colonial chamado Israel".

"Por princípio não temos nada contra os judeus ou cristãos, mas sim que temos um problema com quem nos ataca e nos oprime. Durante muitos séculos, cristãos, judeus e muçulmanos conviveram pacificamente nesta parte do mundo. Nossa sociedade não conheceu o racismo ou o genocídio que houve na Europa", explica o líder do Hamas.

"Europa impôs o colonialismo nesta região e Israel é produto da opressão dos judeus na Europa e não de algum problema desse tipo que existisse em terras árabes", acrescenta.

"Levamos anos sofrendo vários tipos de repressão. A metade do nosso povo perdeu suas casas e terras e são negados os direitos de retorno a seus lares", denuncia Meshaal.

"A outra metade - diz - vive sob um regime de ocupação que viola seus direitos humanos fundamentais. Hamas luta pelo fim da ocupação e a devolução aos palestinos dos direitos que lhes foram tirados".

"As injustiças sofridas pelos judeus na Europa foram horríveis e criminosas, mas não foram palestinos, nem árabes ou muçulmanos que as perpetraram. Por que então hão de nos castigar por crimes alheios?", se pergunta o líder do Hamas.

Perguntado pela situação de Gaza, governada pelo Hamas, Meshaal diz que "a intenção real de Israel é pressionar ao Hamas castigando a toda a população".

"As sanções se aplicaram pouco depois do Hamas ganhar as eleições palestinas em janeiro de 2006 de forma totalmente democrática e embora a segurança é uma das maiores preocupações (dos israelenses), não é seu principal motivação", diz Meshaal.

Seu alvo principal, assegura, é "provocar um golpe contra os resultados das eleições democráticas que levaram ao Hamas ao poder. Os israelenses e seus aliados querem fazer fracassar ao Hamas perseguindo ao povo".

"É um movimento espantoso e imoral, diz Meshaal, segundo o qual "o assédio" de Gaza continua apesar de que "observemos de fato um cessar-fogo durante os seis últimos meses".

Meshaal explica também que de um total de "12 mil prisioneiros palestinos em poder dos israelenses, cerca de 4 mil são membros do Hamas e entre estes há dezenas de ministros e parlamentares".

"Exercer seus direitos democráticos é algo que os israelenses consideram um delito. A todos esses palestinos (detidos) os levam perante um sistema israelense de justiça que não tem, no entanto, nada a ver com a justiça", denuncia o líder do Hamas.

"Em Israel funcionam dois sistema de justiça - continua Meshaal -, um se aplica aos israelenses e outro aos palestinos. É um regime de apartheid".

Perguntado sobre o que deveriam fazer EUA e Reino Unido diante dessa crise, Meshaal responde que "simplesmente exigir o cumprimento do direito internacional: a ocupação é ilegal, a anexação de Jerusalém Oriental é ilegal assim como são os assentamentos e a muralha do apartheid. Mas, no entanto, não se faz absolutamente nada". EFE

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Crise deixará 2.706.000 desempregados a mais na Espanha até o fim de 2010

Paris, 16 set (EFE).- O número de desempregados na Espanha desde o começo da crise terá aumentado em 2.706.000 pessoas no final de 2010, segundo os cálculos da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O número aparece no relatório anual sobre "Perspectivas do Emprego" publicado hoje, no qual a OCDE reitera sua previsão que a percentagem de desemprego continuará subindo na Espanha passará de 18,1% da população ativa em junho passado para 19,8% (com 4,47 milhões) quando termine o ano que vem.

Isso significa que o nível de desemprego no fim de 2010 não só seguirá sendo o mais alto dos 30 países-membros da organização, mas será o dobro da média, que se situará em 9,9%, contra 8,3% em junho deste ano.

Só Irlanda se aproximará ao percentual espanhol, com 15,1% da população ativa, quando antes da crise era de 4,5% nesse país.

Em termos absolutos, o aumento do número de desempregados na Espanha só se superará nos Estados Unidos, com 8.698.000 desempregados até o fim de 2010.

Atrás da Espanha virão Alemanha (1,83 milhões e um 11,8%), Reino Unido (1,388 milhões e 9,8%), Japão (1,239 milhões e 5,8%), Itália (1,124 milhões e 10,5 %) e França (1,019 milhões e 11,3%).

No conjunto da zona OCDE, desde o mínimo de 2007, quando o desemprego era de 5,6% - o nível mais baixo em 25 anos -, o número de desempregados tinha aumentado em quase 15 milhões de pessoas até junho passado e serão 25,487 milhões até fins de 2010.

Isso significará que nesse momento haverá no que se conhece como o "Clube dos países desenvolvidos" 57 milhões de desempregados, um recorde desde a Segunda Guerra Mundial. EFE

sábado, 12 de setembro de 2009

Twittando

Pronto, resolvi aderir de vez ao Twitter!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

JB no Octagon

Link novo aí ao lado. É o blog do meu amigo Hilton Mattos, jornalista do Jornal do Brasil que está estreando esse espaço no site do diário para falar sobre MMA.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Governo chinês declara guerra ao playback

Pequim, 4 set (EFE).- O Ministério de Cultura da China vai iniciar uma campanha contra o uso de playback em atuações musicais no país, que serão gravadas e inspecionadas e se multará os artistas que só finjam estar cantando. (Corrige título)

Segundo informou uma circular do Ministério publicada em seu site oficial, a partir de outubro todas as apresentações musicais no país deverão ser gravadas pelos organizadores para mandar uma cópia aos inspetores, e aqueles que não o façam serão multados com 3.000 iuanes (US$439 dólares).

O vice-ministro de Cultura chinês, Tuo Zuhai, disse a agência oficial "Xinhua" que fazer playback "é uma grosseira violação das leis e regras" e não só danifica os direitos dos consumidores, mas também os dos cantores e músicos.

Leis contra o playback foram instauradas na China depois que na cerimônia de inauguração dos Jogos Olímpicos de Pequim, no ano passado, se descobriu que uma menina que protagonizou um número musical não era quem cantava na realidade.

Esse playback, que foi visto por cerca de 4 bilhões de telespectadores no mundo todo, foi usado por alguns para ridicularizar a caríssima cerimônia que Pequim queria que saísse à perfeição.

Meses antes, em outro incidente que não ficou tão famoso internacionalmente mas gerou muita polêmica dentro da China, a célebre atriz chinesa Zhang Ziyi também foi pêga movimentando fazendo playback na festa de gala do Ano Novo chinês, o que também gerou inúmeras críticas. EFE

sábado, 29 de agosto de 2009

Páááá!!!

Divirta-se com essa edição dos nossos erros de gravação no Premiere Combate.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Militar aposentado sonha chegar pedalando à presidência do Afeganistão

Em meio à violência, tensão e medo que Cabul vive nos dias que antecedem as eleições presidenciais, ainda há espaço para histórias inspiradoras como a de Sangin Mohammed Rahmani, um dos candidatos à presidência do Afeganistão.

Militar aposentado sonha chegar pedalando à presidência do Afeganistão

Diego A. Agúndez - Cabul, 19 ago (EFE)

Ao velho militar aposentado Sangin Mohammed Rahmani constantemente lhe negam a passagem pelos postos de controle de Cabul sem saber que, apesar do aspecto simples do seu veículo, uma bicicleta de segunda mão, ele é um dos candidatos à Presidência do Afeganistão nas eleições de amanhã.

Com uma pensão de $825 dólares ao ano, Rahmani embarcou na quixotesca tarefa de conquistar os eleitores a pedaladas e atende as ligações com um velho celular que nem se encontra mais nas lojas, quase sempre "fora da área cobertura".

"Não tenho onde ficar em Cabul, portanto não posso receber você em lugar nenhum. A entrevista terá que ser onde o senhor o decidir", se desculpa Rahmani minutos antes de aparecer em frente à casa de hóspedes na qual se aloja a Efe, caminhando com sua bicicleta.

Vem vestido com um terno cinza castigado pelo uso e uma camisa branca abotoado até o pescoço, com um ar demorado mas resolvido, tira da bolsa a capa reciclada de um antigo laptop - "seu escritório", como ele mesmo define - além de documentos e papéis.

Rahmani é apenas um entre os 41 candidatos - dois deles mulheres - que se apresentaram às eleições presidenciais mas, ao contrário de outros que desistiram ou decidiram apoiar os favoritos, continua trabalhando arduamente na sua campanha a pedaladas pelas ruas afegãs.

"Estou o dia todo na bicicleta e o número de quilômetros que já fiz é ilimitado. Alguns já me conhecem e quando vou por aí os taxistas e motoristas de ônibus me cumprimentam", conta orgulhoso o senhor Rahmani, oriundo do nordeste do país.

A maioria dos candidatos eram desconhecidos para a opinião pública afegã e de fato o chefe da Comissão Eleitoral, Azizulah Ludin, disse no começo da campanha que alguns "não mereciam ser presidente".

Apesar da peculiar e modesta maneira de entender a campanha, Rahmani, que gastou cerca de $5 mil - a maioria, diz, emprestada - expõe suas ideias ordenadamente: detenção de criminosos, trabalho para evitar que os jovens se juntem aos talibãs...

"O dia que o Exército afegão - prossegue - mostrar que vale por si mesmo, tomarei uma decisão sobre as tropas estrangeiras em consenso com a ONU. Pediria que sua saída, mas agora não é o caso".

Rahmani, com estudos universitários e autor de dois livros de poesias - um deles se titula "Luta sem dinheiro"- trabalhou na seção de logística e engenharia do Exército até que os talibãs tomaram o poder e ele foi demitido.

Com a chegada das tropas estrangeiras e a posse do hoje presidente, Hamid Karzai, foi reabilitado e começou a receber uma pensão mensal, embora considere que o Governo "não fez nada para acabar com os talibãs".

Assim que há uns meses se decidiu a percorrer o país de carro em busca de assinaturas de apoio "para que o povo pudesse ter uma oportunidade de participar do Governo e que o Afeganistão pudesse desenvolver-se de uma vez". Alcançou 10 mil.

Rahmani não sofreu ataques dos insurgentes e diz haver levado sua campanha com liberdade, embora se queixe da pouca atenção da mídia e acusa os candidatos mais poderosos de pagar ao povo para que assista aos comícios.

"Se as eleições são transparentes e não há fraude, lhes superarei. Para mim, os meios de comunicação me deram as costas e eles só mostram comícios repletos de pessoas com bonés e camisetas que receberam dinheiro para estarem ali", comenta.

"O problema dos candidatos como Rahmani é sua ingenuidade, não suas ideias. Não é nenhum louco e sim um bom homem que tem uma maneira própria de expressar suas opiniões", manifesta a Efe um estudante afegão, Yousef, após escutar ao candidato.

Há cinco meses, Rahmani teve a bicicleta roubada. Era a hora da oração e ela estava estacionada fora da mesquita, prato cheio para os ladrões de Cabul. Ele foi obrigado a comprar outra, também com dinheiro emprestado.

Apesar das dificuldades e decepções de sua campanha (ele mesmo colou seus cartazes pela cidade), Rahmani não desiste: "Às vezes me perguntam: 'como você vai ser presidente, você vai de bicicleta?' E eu respondo: por que não? Não sou rico, mas conheço os problemas deste país". EFE

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ladrão corajoso

Saiu na coluna do Ancelmo hoje:

Enviado por Aydano André Motta - 30.7.2009| 15h11m

Quinta passada, um grupo de lutadores, técnicos e jornalistas especializados em artes marciais fazia seu encontro mensal no Galeria Gourmet da Barra. Eram uns 10 fortões. A conversa corria animada quando de repente... a bolsa de um deles havia desaparecido.

Cata daqui, procura dali, e nada. O gerente do restaurante, todo constrangido, ainda veio lamentar que nem com a dezena de câmeras espalhadas pelo lugar era possível identificar o larápio que encarou o risco de ser flagrado e apanhar um bocado.

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Anderson Silva pode fazer história contra Forrest Griffin

Opinião: por Fernando Kallás - Blog do Sensei SporTV.

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O campeão dos médios do UFC, Anderson Silva, dará mais um passo rumo à imortalidade no esporte se vencer o ex-campeão dos meio-pesados, o americano Forrest Griffin, no próximo dia 8 de agosto, no UFC 101. Anderson é hoje o maior lutador do mundo, independentemente do peso, e vem num caminho que pode levá-lo ao patamar de melhor da história do MMA moderno. Com apenas quatro derrotas em quase trinta lutas na carreira, sua última derrota não foi bem uma derrota, foi uma desclassificação polêmica na luta contra Yushin Okami, há mais de três anos. Ele realmente não perde uma luta há quase cinco anos. No UFC são nove vitórias seguidas, sendo que sete terminaram antes do gongo final, com destaque para os dois nocautes contra Rich Franklin e a finalização contra Dan Henderson.

Anderson dominou de uma certa forma o peso médio que não sobrou outra alternativa senão subir de categoria para encontrar desafios à altura. E Forrest Griffin será o maior que o brasileiro irá enfrentar desde a luta contra Dan Henderson, no começo do ano passado.

No jargão da luta, um lutador “duro” é aquele que compensa uma certa desvantagem técnica com a raça e o coração, um atleta que não desiste nunca e vai lutar até o último suspiro sem se entregar. É quase uma descrição literal de Forrest Griffin. Vencedor da primeira edição do reality show do UFC, o The Ultimate Fighter, ele é conhecido como um dos lutadores mais raçudos do MMA na atualidade. Com vitórias marcantes contra Maurício Shogun e Quinton Jackson, Forrest aparece como o adversário ideal para fortalecer ainda mais o legado de Anderson Silva. Alto, longilíneo e com uma força acima da média para o peso, o americano tem um estilo de luta extremamente agressivo, o que favorece o jogo do brasileiro, que se movimenta muito bem no octógono e utiliza com maestria e muita velocidade o contra-ataque. Rich Franklin que o diga.

Uma vitória contra Forrest Griffin acabaria com qualquer discussão que ainda exista sobre quem seria o melhor do mundo peso por peso. Mas começaria outra, a de quem seria o melhor lutador de MMA de todos os tempos. Fedor Emelianenko ou Anderson Silva? Com o peso pesado russo lutando contra a inatividade em vez de adversários, a estrada parece cada vez mais aberta para que Anderson Silva continue fazendo história.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O romantismo e a saudade...

Pra variar um pouco o assunto, um dos meus poemas favoritos de Manuel Bandeira:

MULHERES

Como as mulheres são lindas!
Inútil pensar que é do vestido...
E depois não há só as bonitas:
Há também as simpáticas.

E as feias, certas feias em cujos olhos vejo isto:
Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha.

Como deve ser bom gostar de uma feia!
O meu amor porém não tem bondade alguma.
É fraco! fraco!
Meu Deus, eu amo como as criancinhas...

És linda como uma história da carochinha...
E eu preciso de ti como precisava de mamãe e papai
(No tempo em que pensava que os ladrões moravam no morro atrás de casa e tinham cara de pau).


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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Raio X do UFC 100

por Fernando Kallás

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Neste sábado o UFC chega a 100ª edição, consolidado com o principal evento de artes marcias do planeta e grande responsável pela profissionalização e expansão do MMA no mundo todo.

Para celebrar a ocasião, a organização do UFC reuniu um dos melhores cards da história do evento, incluindo duas disputas de cinturão e, como não podia ser diferente, dois brasileiros no card principal.

Aproveitando a edição centenária, a Tatame convidou o comentarista de MMA do Sportv e Premiere Combate, Fernando Kallás, para fazer uma análise das principais lutas da noite. E o colaborador da Tatame foi além e convocou alguns dos principais especialistas em MMA do país para também opinarem sobre os combates para que o leitor da Tatame tenha acesso à vários pontos de vista e obtenha a mais ampla informação sobre as lutas do mega evento desse sábado.

Brock Lesnar x Frank Mir

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A luta principal da noite, valendo a unificação do cinturão dos pesos pesados do UFC, será a revanche de uma luta que Brock Lesnar dominava até ser pêgo numa bela chave de joelho que deu a vitória à Frank Mir. Era apenas a segunda luta da carreira de Lesnar no MMA, enquanto Frank Mir vinha aos trancos e barrancos, desacreditado, com duas vitórias e duas derrotas nas quatro lutas que tinha feito desde o grave acidente de moto que tirou-o por quase dois anos do octagon.

Desde então, ambos lutadores pareceram evoluir bastante suas técnicas. Contra Minotauro, o faixa preta de jiu-jitsu Frank Mir mostrou um muay thai afiado, combinando bem chutes e socos com precisão e velocidade. Já Brock Lesnar conseguiu duas vitórias mais do que convincentes contra Heath Herring e contra a lenda viva do octagon Randy Couture, aliando a força e preparo físico com um bom boxe e o excelente wrestling que lhe rendeu o título americano de luta olímpica de 2000.

O que esperar de Frank Mir

Apesar de ter apresentado uma grande melhora na trocação contra Minotauro, Frank Mir vai enfrentar um lutador muito mais forte, ágil e explosivo em Brock Lesnar que dificilmente deixará fluir o muay thai mais refinado de Mir. Há também o fator psicológico e a irregularidade, que sempre assombraram a carreira do faixa preta de Ricardo Pires. Mir não se sente confortável quando em desvantagem, pressionado e obrigado a caminhar para trás. É um lutador que sempre precisou de uma injeção de confiança no começo da luta para deslanchar e soltar seu jogo em pé, coisa que provavelmente não irá acontecer contra um lutador de maior envergadura, velocidade e força como Brock Lesnar. Portanto se espera que Mir tente tirar vantagem do que ele tem de mais forte, o jogo de solo. Tentando escapar da pesadíssima mão de Lesnar, Mir deve buscar o clinche e tentar levar a luta para o chão onde, mesmo por baixo, a técnica mais apurada pode ser novamente o coringa na manga do faixa preta.

O que esperar de Brock Lesnar

Se engana quem vê Brock Lesnar apenas como uma montanha de músculos e um ex-ator de telecatch. Antes do pro wrestling, o gigante da neve de Minnessota foi fenônemo da luta olímpica americana, chegando a duas finais consecutivas do campeonato americano e vencendo uma delas. Dono de não só uma força sobrehumana mas também de um preparo físico fantástico, Lesnar parece determinado a querer provar a cada combate que ele merece estar entre os melhores peso pesados do mundo. E treina muito para isso, vivendo isolado do mundo numa fazenda no norte dos EUA, orientado por alguns dos melhores técnicos do mundo num centro de treinamento que ele construiu com a fortuna que ganhou como estrela do telecatch.

Com uma envergadura que chega a quase 2,10 metros e dono de uma mão que pesa, sozinha, quase 5 quilos, Lesnar mostrou uma evolução enorme na trocação contra Heath Herring e Randy Couture. Contra o primeiro, dominou os três assaltos em ritmo alucinante, não dando chance alguma ao veterano do Pride e UFC. Já contra Couture, um mestre do clinche e do domínio de octagon, Lesnar parecia um veterano, controlando muito bem a distância, o jogo nas grades e usando inclusive clinches de muay thai e joelhadas contra o campeão.

Se o gigante manter a luta em pé e minar Frank Mir, mantendo a distância e machucando o adversário, a preparação e resitencia física e mental de Lesnar podem falar mais alto, já que é uma luta por título, de cinco assaltos. E também porque sempre foi um dos pontos fracos de Mir. Já no solo, Lesnar tem que evitar as finalizações da perigosa guarda de Mir e também tentar cansar o oponente, usando bem o ground and pound.

Conclusão

Em pé ou no solo, a vantagem parece ser de Brock Lesnar. Atleta aplicado, muito exigente e perfeccionista, Lesnar não deve cometer o erro da primeira luta e se deixar pegar numa finalização. Treinando em tempo integral com o bi-campeão mundial de Jiu-Jitsu, Rodrigo Comprido, Lesnar evoluiu muito as defesas de finalizações. O que, aliado à sua excelente base de wrestling, força e diferença de peso, garantiria o domínio das posições de solo. Espere Brock Lesnar caminhando para frente o tempo todo e tomando o controle da luta desde o princípio. Frank Mir precisa não só estar na melhor forma da carreira como também com a mente preparada para passar por maus bocados e ter a paciência de aguentar o rojão e esperar a hora certa de tentar uma finalização num erro do gigante americano.

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A opinião de Paulo Borracha, comentarista e árbitro de MMA.

Será uma luta em que os dois já se conhecem e houve uma evoluçao das duas partes, mas Brock Lesnar vem num ritmo melhor. Apesar de Mir ser mais técnico, acho que Lesnar vem mais bem preparado para esta luta. Na primeira ele não acreditou no Mir e em sua qualidade técnica. Mas Lesnar mostrou, depois da sua derrota, que amadureceu. Acredito que será uma luta diferente, que Brock seberá usar sua envergadura e não deixará Mir desenvolver a luta no chão, travando de maneira mais consciente a movimentação de Mir no chão, já que é praticamente certo que ele fique por cima caso a luta vá para o solo.


Georges St-Pierre x Thiago Alves

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Apesar de não ser o último combate da noite, a disputa do cinturão entre GSP e Thiago Pitbull é, na mente e coração de todo grande fã de MMA, a grande atração da noite. Em uma das lutas mais esperadas e bem casadas pelo UFC nos últimos tempos, se espera uma batalha épica onde não deve faltar técnica e estratégia. Estarão frente a frente não só os dois melhores meio-médios do mundo como também duas das principais equipes de MMA do planeta. Do lado do brasileiro, a American Top Team, equipe que conta com mais de 10 atletas no UFC e celeiro de feras como Gesias Cavalcante, Mike Thomas Brown, Jorge Santiago, Antônio Pezão, Hector Lombard e tantos outros. Do lado do canadense, a equipe de Greg Jackson, quartel general de outros 10 lutadores do UFC, entre eles Rashad Evans, Shane Carwin, Joe Stevenson, Nate Marquardt e Karo Parisian.

O que esperar de GSP

Apontado por muitos como o protótipo do atleta de MMA moderno, GSP é um lutador completo. Vindo do karatê, a trocação foi durante muito tempo a base do jogo do canadense. Mas após ser nocauteado por Matt Serra, GSP passou a não se arriscar tanto em pé, baseando sua estratégia em utilizar o wrestling afiado pelos treinos com a seleção canadense de luta olímpica para levar o oponente ao chão e alí mantê-lo, castigando-o com o ground and pound. Dono de um preparo físico fantástico, ele consegue manter um ritmo constante na luta, dando pouquíssimas chances ao adversário de se levantar ou tomar o controle da luta. Nem o wrestling the altíssimo nível de Josh Koscheck e Matt Hughes foram capazes de parar as quedas e tampouco o o jiu-jitsu apurado de BJ Penn foi suficiente para neutralizar a força e movimentação do canadense no chão. Então não há porque esperar de GSP um jogo diferente contra um fortíssimo lutador de muay thai como Thiago. Ele deve tentar evitar ao máximo a trocação com o brasileiro, levando a luta para baixo e controlando o ritmo do combate.

O que esperar de Thiago Pitbull

Invicto desde outubro de 2006, Thiago Alves fez sua estréia no UFC no dia em que completava 22 anos. O desafio de amadurecer e evoluir como atleta no maior evento de MMA do planeta não foi tarefa fácil mas hoje, aos 25 anos e com 11 lutas no UFC, Thiago se transformou num dos grandes fenômenos do MMA brasileiro. Dono de uma brutal força física para o peso meio médio, Thiago é tem um dos melhores chutes do UFC e um poder nocauteador impressionante. Venceu 5 das últimas 6 lutas com nocautes arrasadores, um deles contra a lenda viva Matt Hughes. E se as feras do wrestling Matt Hughes e Josh Koscheck não conseguiram evitar as quedas de GSP, eles tampouco conseguiram levar Thiago para o chão. Com a evolução nas defesas de queda e no preparo físico, a fórmula para vencer GSP segundo ele mesmo é simples: manter a luta em pé, forçar a trocação e partir para o nocaute.

Conclusão

Em pé, quem leva a vantagem é o brasileiro. Apesar de GSP ter uma trocação afiada, ele mostrou recentemente contra Matt Serra que o seu ponto fraco pode estar no queixo. Sabendo da vantagem que leva no clinche e no chão, GSP vai tentar a todo custo manter a luta no chão, tendo o controle por cima. O cearense terá que mostrar mostrar paciência para evitar as quedas do canadense e manter a luta em pé, tirando a vantagem de que as tentativas frustradas de queda são uns dos fatores que mais cansam um lutador de MMA. Se Thiago Alves conseguir manter a luta em pé, vai frustar o canadense que, em algum momento, terá que aceitar a trocação. Mas se GSP conseguir manter o brasileiro no solo, como fez Jon Fitch, Thiago terá uma longa noite pela frente.

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A opinião de Bebeo Duarte, treinador de MMA

O GSP, assim como todos estao achando, acredita que o Thiago Pitbull vai se cansar após 3 rounds (tempo que ele estah acostumado a lutar). Mas eu acho que o brasileiro vai aprontar uma surpresa! Vai vir pra cima como é habitual e, depois do 3º round, se já não tiver vencido por nocaute, vai continuar com o mesmo gás. Acredito que ele esteja se preparando mais do que o normal para essa luta por entender que é a luta da vida dele! Por nocaute ou por pontos, vai dar Pitbull!


Jon Fitch x Paulo Thiago

Depois de estrear com um nocaute contra Josh Koscheck, Paulo Thiago vai enfrentar outro Top 5 do peso meio médio em Jon Fitch. Especialista em Jiu-Jitsu, o oficial do BOPE brasiliense mostrou contra Josh Koscheck um jogo de boxe afiado, aplicando um contra-golpe que mandou o wrestler americano para a lona no primeiro assalto. Ele também mostrou uma boa assimilação de golpes, o que ele deve precisar contra Jon Fitch, um lutador forte, rápido e muito disciplinado. Conhecido pelo estilo pouco plástico e emocionante mas extremamente eficiente, o ex-meio pesado Jon Fitch tem apenas uma derrota nas últimas 17 lutas. Desde que perdeu para Wilson Gouveia há quase 7 anos atrás, o único capaz de parar o americano foi o atual campeão da categoria, GSP. No currículo, vitórias marcantes contra atletas do calibre de Roan Jucão, Diego Sanchez, Chris Wilson e o próprio Thiago “Pittbull” Alves. O jogo justo e com poucas brechas, baseado na grande envergadura, sólida base de wrestler e bom jogo de chão tornam Jon Fitch em um pesadelo para a maioria do adversários. Se a luta se desenvolver em pé, Paulo Thiago tem que tentar encurtar a distância e, no chão, trabalhar muito bem a guarda e tentar neutralizar o ground and pound fortíssimo do americano.

O que esperar de Jon Fitch

Jon Fitch não é um finalizador. Das suas últimas 10 vitórias, 7 foram para a decisão dos jurados. E também é um lutador duríssimo de ser finalizado. Sua única derrota como meio-médio, para GSP, foi uma batalha de cinco rounds onde ele tomou um castigo histórico do canadense mas aguentou até o fim. Contra Paulo Thiago, Jon Fitch deve fazer o “feijão com arroz” que não faz brilhar os olhos do público, mas vem provando ser extremamente eficiente: cadenciar a luta, controlar a distância e usar muito bem os clinches, quedas e o ground and pound para minar o adversário.

O que esperar de Paulo Thiago

Em pé, o brasileiro deve tentar encurtar a distância e aplicar contra-golpes duros como o que ele aplicou na sua estréia no UFC. Mas é importante que ele entre no octagon no melhor da forma física e preparado para estar grande parte da luta com as costas no chão. Por isso é importantantíssimo que ele mantenha uma guarda ativa e agressiva, com movimentação constante, neutralizando assim o ground and pound de Fitch e buscando a finalização.

Conclusão

Apesar de Josh Koscheck ser um excelente wrestler com uma mão muito pesada, ele não tem a disciplina, frieza, calma e experiência de Jon Fitch. O americano sabe da importância dessa luta para que ele volte ao patamar de aspirante ao título e não vai subestimar Paulo Thiago como fez seu companheiro de equipe. Espere Jon Fitch levando a luta para baixo logo no princípio e trabalhando por cima o ataque ao brasileiro, que dependerá de uma falha no jogo do americano para conseguir, por baixo, uma finalização.

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A opinião de Carlão Barreto, comentarista e árbitro de MMA

Uma luta muito boa, será a prova real para o Paulo Thiago, pois para muitos a vitória sobre o Kosheck foi sorte, então contra o duríssimo Jon Ficht terá a oportunidade de mostrar ao mundo que é um lutador forte. Vejo o brasileiro como azarão, ja que o currículo do Fitch é de impressionar, realmente um osso duro de roer. Não curto muito o estilo do atleta norte americano, mas tenho que admitir que ele é um lutador moderno, muito eficiente. Nosso Paulo Thiago tem menos experiência, fez sua carreira no Jungle Fight, evento que o projetou, conseguiu um sólido tko em sua estréia no UFC, mas como já disse, precisa consolidar seu nome no evento e essa luta é crucial para isso. Como brasileiro, torço para que nossos compatriotas sempre se destaquem no cenário internacional, acho que o Paulo tem condições de vencer, mas será uma luta difícil para ele, onde terá que usar seu bom Jiu-jitsu e sua mão pesada, de forma inteligente para superar o favorito Fitch.


Dan Henderson x Michael Bisping

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Na disputa entre os dois últimos treinadores do reality show do UFC, o The Ultimate Fighter, um encontro de gerações. De um lado o atleta olímpico de greco-romana, ex-campeão do Pride e lenda viva do MMA, Dan Henderson. Do outro, um jovem campeão do The Ultimate Fighter e grande ídolo do esporte na Inglaterra, mercado onde o MMA está em amplo crescimento. Apesar de serem adversários no reality show, a temporada não rendeu grandes polêmicas ou rivalidades como em temporadas anteriores com Matt Serra e Matt Hughes, por exemplo. Mas ainda assim o combate é interessante por ajudar a definir o cenário dos pesos médios do UFC. O vencedor poderia ser o próximo adversário de Anderson Silva.

O que esperar de Dan Henderson

Apesar de ter vindo da luta olímpica e formado uma das escolas mais bem sucedidas do MMA moderno, ao lado dos amigos Randy Couture e Matt Lindland, Dan Henderson não se mantém totalmente fiel ao jogo de domínio de território, quedas e ground and pound. Ele declaradamente gosta da trocação, tem um queixo duríssimo e, com uma bomba na mão direita, já nocauteou inclusive Wanderley Silva. Mas recentemente, depois de duas derrotas seguidas contra Rampage Jackson e Anderson Silva, Hendo entrou com um jogo bastante conservador contra Toquinho, típico de quem precisa de uma vitória para retomar o rumo. Contra Rich Franklin, lutador com um estilo muito semelhante ao de Bisping, outra atuação pouco convincente, vencendo uma decisão dividida (que eu daria para Franklin). A idade parece começar a dar as caras na velocidade e explosão dos golpes, mas não no ímpeto de trocar. Mesmo sabendo da vantagem que levaria no solo e no clinche, já que tem um wrestling muito superior ao do britânico, vejo Dan Henderson entrando nesta luta como contra Franklin, confiando no queixo e na mão pesada.

O que esperar de Michael Bisping

Lutador esforçado e raçudo, Bisping compensa a técnica ainda em evolução com o enorme coração que mostra dentro do octagon. Um guerreiro que teve que teve que trabalhar até num matadouro para pagar as contas, sua personalidade forte reflete no estilo de lutar, ganhando a simpatia imediata do público britânico e elevando-o ao status de grande ídolo do MMA na Inglaterra. Depois de vencer a terceira edição do The Ultimate Fighter como meio-pesado e mostrar certa irregularidade contra Matt Hamill e Rashad Evans, Bisping parece ter encontrado o peso ideal entre os médios. Vindo de três vitórias seguidas contra lutadores medianos, chegou a hora do britânico encarar o primeiro grande desafio entre os médios. Trocador nato, vindo do kickboxing, Bisping tem um estilo mais agressivo e dinâmico do que o de Dan Handerson. Luta boa para ele é luta em pé e ele vai tentar de tudo pra mantê-la assim.

Conclusão

Ainda que Dan Henderson tenha a vantagem no jogo de queda e solo, não vejo o americano, nessa altura da carreira, entrando contra um lutador como Michael Bisping, no UFC 100, para garantir resultado. Então espero uma batalha em pé, pelo menos no começo da luta. Com Henderson fazendo seu jogo de boxe mais plantado enquanto Bisping busca maior movimentação. Apesar do americano ter o poder nocauteador que pode definir a luta a qualquer momento, vejo o britânico conseguindo manter a distância e usando a maior velocidade e variação de golpes para controlar o ritmo e vencer o combate na decisão dos jurados.

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A opinião de Osvaldo Paquetá, mestre de Jiu-Jitsu e ex-lutador de vale-tudo.

Na minha opinião o Dan Henderson já está na curva descendente da carreira, não é mais aquele lutador explosivo, rápido e com o wrestling que impressionava durante anos e anos no Japão. Não tenho gostado das últimas lutas dele, acho que tem faltado um pouco daquela vontade de alcançar um objetivo maior, algo que Michael Bisping mostra ter. Enquanto Henderson já conquistou tudo na carreira, Bisping quer conquistar e mostra aquela vontade de um lutador jovem, esforçado e ambicioso. É a luta mais importante da carreira de Michael Bisping até hoje. Por isso acredito que o inglês vai entrar mais bem preparado e motivado para esta luta do que o americano, vencendo o combate.


Yoshihiro Akiyama x Alan Belcher

O judoca japonês/coreano Yoshihiro Akiyama faz sua estréia no UFC sob muita espectativa. Nova aposta da organização para tentar ganhar o público no Oriente, Akiyama é um lutador extremamente agressivo e valente, que tem um chão de alto nível mas também um jogo de trocação acima da média, de mão pesada e queixo duríssimo. Mas terá pela frente um jovem e talentoso lutador em Alan Belcher, dono de um excelente muay thai e bom jogo no chão.

O que esperar de Akiyama

Apesar de ser judoca, Akyiama ganhou fama pela forma passional com que luta, não fugindo do combate franco. Um guerreiro, teve que lutar a vida toda contra o preconceito que sofria por ser de família coreana, mas nascido no Japão. Travou uma batalha contra Melvin Manhoef onde provou que pode aguentar a pressão para finalizar o adversário. Acusado de ter usado vasilina no corpo na luta contra Sakuraba, ele passou a lutar de kimono para provar que não precisava de artimanhas para vencer os combates. Vencendo ou ganhando, nenhuma luta sua chegou à decisão dos jurados. Com isso, vejo Akyiama mantendo seu estilo de luta e tomando a iniciativa do combate, trocando de igual para igual com Belcher e aceitando a luta onde ela se desenrole, sem forçar a ida para o chão.

O que esperar de Alan Belcher

Atleta jovem e talentoso, Belcher tem um muay thai excelente, com uma boa movimentação, envergadura e velocidade. Mas a irregularidade sempre foi uma pedra no seu sapato. Depois de um belo nocaute contra Jorge Santiago, ele alternou altos e baixos, confiando demais no seu talento e abrindo brechas aos adversários com um jogo um pouco irreverente e irresponsável, tentando golpes de efeito e lutando com a guarda baixa. Mas a recente vitória contra Denis Kang parece ter dado uma injeção de ânimo no americano, que precisa de mais uma vitória para se consolidar no peso médio. Com clara desvantagem no jogo de solo, ele deve manter a concentração e a luta em pé, tirando vantagem da maior evergadura e mantendo a marreta de Akiyama longe do seu queixo.

Conclusão

Enquanto Akiyama conseguiu uma vitória convincente contra Denis Kang, Alan Belcher foi completamente dominado em pé e no chão até conseguir a guilhotina numa bobeira de Kang. E, apesar de possuir uma técnica de trocação mais refinada, Belcher vai ter pela frente um lutador muito mais duro e completo do que Kang. E com a mão muito mais pesada. A não ser que sejamos apresentados a uma versão mais madura e responsável de Alan Belcher, espero Akyiama tomando o controle da luta aos poucos, pegando os floreios de Belcher no contra-ataque, minando o americano e finalizando a luta antes do gongo final

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A opinião de Marcello Tetel, empresário e organizador de eventos.


Luta interessante de se assistir. Nos currículos dos dois, vitórias contra a contratação badalada do UFC Denis Kang. Aquele que muitos apostavam como ameaça real a Anderson Silva. Cada um deles venceu seu respectivo combate contra Kang de forma abreviada. Belcher por finalização e Akiyma por nocaute. Alias Akiyama ou perde ou gannha sem deixar que os jurados decidam seu combate. Vamos ver como ele se comporta no UFC. Será que vai repetir as apresentações do Japão? E Belcher? Ele precisa de uma sequencia de vitórias para sair do limbo e entrar no rol dos postulantes a uma luta com Anderson. Akiyama quer manter seu cartel e provar ao UFC que foi uma excelente aquisição. Luta muito boa e equlibrada, mas acho que Belcher tem vantagens. O Octagon já é sua casa faz tempo, Akiyama vai ter que tirar o kimono pra lutar. Acabou o ringue. Agora ele luta na jaula, e outras adaptações menores que podem influenciar o japonês. Acredito que Belcher leve na decisão dos jurados mas o que torço mesmo é pra que caia um deles nocauteado ou finalizado em uma luta emocionante.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

"What is the problem with Michael Jackson?!"

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Michael Jackson morreu e enquanto todos jornais, TVs, sites e revistas estão lembrando do quão talentoso ele era, eu prefiro pedir um momento de reflexão relembrando um grande filme dos anos 90 que usou o cantor para questionar o rumo da sociedade americana.

Em Três Reis, filme extremamente crítico sobre a Guerra do Golfo dirigido por David O. Russell e estrelado por George Clooney, "Marky" Mark Wahlberg e Spike Jonze, há uma cena em que o personagem de Wahlberg, o soldado americano Troy Barlow, é torturado por um soldado iraquiano que, durante a tortura, usa repetidamente a surreal questão existencial com uma tranquilidade angustiante:

"Qual é o problema com Michael Jackson?"

A mesma estrela que, ao gravar "We Are The World" em 1985, foi vista como um símbolo de solidariedade, em 1991 se transformaria na imagem do que há de errado com os EUA. Que ironia.

"O seu país o fez destruir o próprio rosto" diz o soldado iraquiano (representado pelo franco-marroquino Said Taghmaoui) para o prisioneiro. "Michael Jackson é o rei do pop de um país doente. Um homem negro muda a cor da sua pele e alisa o cabelo e você quer saber porque? O seu país doente fez um homem odiar a si mesmo por ser negro assim como está fazendo com os árabes e crianças que vocês bombardeiam todos os dias." completa.

Dois mundos totalmente diferentes se encontram numa pequena sala, em meio à uma guerra, através de um dos maiores ícones da dominância global da cultura pop americana, com alusões à racismo contra negros e árabes e aos esteriótipos dos padrões de beleza.



Acho válida a lembrança não só pela morte do cantor, mas também por uma série de fatos que vêm acontecendo nos EUA e que pouco são noticiados pela grande mídia.

Desde o surgimento de Barack Obama como forte candidato, uma série de ataques de extremistas de direita dos EUA vêm despertando temores de uma nova onda de violência, inflamada pela crise econômica e pela eleição do primeiro presidente negro do país.

Nos últimos meses teve início uma série de tiroteios contra alvos que vão desde clínicas de abortos, uma igreja liberal e policiais, ataques estes insuflados por uma poderosa mistura de ódio racial e teorias da conspiração vindas, principalmente, do canal Fox News.

Em dezembro, no Maine, a polícia encontrou em uma casa material nazista, materiais e instruções para construir uma bomba e quatro barris de material radioativo. Em janeiro, um dia após a posse de Obama, um homem branco saiu disparando na rua contra negros, matando dois. Em abril, um homem matou dois policiais na Flórida por estar gravemente perturbado com a eleição de Obama. Na Carolina do Norte, um ex-fuzileiro foi preso com um plano para matar Obama e material de propaganda sobre supremacia branca. Há duas semanas, um médico de abortos foi alvejado em uma igreja por um ativista antiaborto. No Tennessee, um caminhoneiro desempregado matou duas pessoas em uma igreja porque a tal igreja "era muito liberal e amiga dos gays". O caso mais recente foi a de um senhor que atirou contra um segurança negro do Museu do Holocausto, em Washington, e depois tentou se suicidar. Ele escreveu uma nota dizendo que "o holocausto foi uma mentira e que Obama foi criado por judeus".

Já a Fox News acusa constantemente o Obama de ser socialista, comunista e uma ameaça à democracia americana. As teorias da conspiração vão desde que Obama estaria construindo "campos de concentração" para seguidores republicanos à de que o presidente estaria preparando uma reestruturação da leis de armas. O tema das armas é tão sério que, depois que a emissora divulgou essa teoria, houve uma escassez de munição nas lojas de todo o país pq os defensores das armas passaram a estocar balas. O problema chegou a um ponto tão grave que a própria polícia teve que racionar seu suprimento de munição.

E o que Michael Jackson tem a ver com tudo isso? Pergunte ao soldado iraquiano...

terça-feira, 7 de abril de 2009

O homem mais temido do mundo!

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Ele é gordinho, tímido, mede pouco mais de 1,80m e seu melhor amigo é um padre.

O personagem da capa da revista Tatame deste mês não tem o perfil que se imagina para o homem mais temido do mundo. Mas o russo Fedor Emelianenko é, pelo menos nos ringues de MMA!

Esta é a conclusão que se chega após analisar os nove anos de história do lutador, que nunca foi derrotado (de verdade) nas 31 lutas de MMA que fez.

Com a ajuda de nosso parceiro, o jornalista e comentarista de MMA Fernando Kallás, conseguimos uma entrevista exclusiva com o último invencível do MMA que, com a mesma humildade com que trata seus oponentes e fãs, aceitou nosso convite de encarar o paredão da TATAME, falando abertamente de sua carreira e sua história.

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JÁ NAS BANCAS!!!!

http://www.tatame.com.br

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Fernando na terra de Felipe

Quase dois anos depois de escrito, encontrei um artigo que uma agência de notícias árabe fez comigo no começo de 2007. É interessante reler essas histórias e relembrar de alguns momentos que marcaram a sua vida...

Fernando na terra de Felipe

Débora Rubin - ANSA - [13/06/2007]

O jornalista carioca Fernando Kallás, de 28 anos, queria passar uma temporada fora do Brasil, estudando. Mas não queria os destinos óbvios dos brasileiros, como Estados Unidos e Inglaterra. Escolheu a terra de seu avô Felipe: o Líbano. Nos dois anos que passou lá, conheceu a fundo o país, os libaneses e a si mesmo.


São Paulo – Fernando tinha 25 anos e um parco vocabulário em árabe quando chegou em Beirute, em 2004. Foi estudar ciências políticas na Universidade de Notre Dame. Sua escolha pelo Líbano tinha um quê de profissional e algo mais de pessoal. Como jornalista, achava interessante ter a experiência de viver no Oriente Médio, palco de tantas notícias. Por outro lado, queria conhecer o país mais lindo do mundo, segundo as memórias de seu avô, Felipe Elias Kallás, que chegou ao Brasil quando tinha 20 anos, vindo de uma cidadezinha do Vale do Bekah. Aqui, ele se casou com uma prima, também libanesa, que tinha vindo quando bebê.

“Meu avô era um típico imigrante libanês, desses que ficam idealizando a terra que deixou para trás”, diz Fernando. Com Felipe, ele aprendeu a cantar algumas canções em árabe e a falar uma ou outra palavra. Foi para o Líbano em busca da terra do avô. Em seu blog, algumas semanas após chegar em Beirute, fez a seguinte constatação: “Vim para o Líbano para estudar, fazer meu mestrado, me especializar em religião, história e política do Oriente Médio. Mas por trás disso tudo sempre houve um algo mais...nunca soube explicar até hoje o que era esse sentimento que herdei do meu avô. Esse misto de curiosidade e admiração por sua pátria, por sua terra, pela sua cultura, por aquela bandeira vermelha e branca, com um cedro no meio”.

As primeiras impressões da cidade foram a de que o Líbano tinha algo de Brasil – pessoas extremamente amáveis e um calor de matar. Caos no trânsito, transporte público ineficiente, poluição. Encontrou uma parte de sua família que ficou por lá. Subiu o Monte Líbano e entendeu porque é tão famoso. Aos poucos, foi vendo que o país de Felipe era muito mais complexo. Lindo sim, mas cheio de problemas como qualquer outro de terceiro mundo. “Isso que é legal de ir como jornalista e de ter estudado ciências políticas lá. Você vê o país com outros olhos que não os de turista.”

Descobriu também uma Beirute cosmopolita, efervescente, cheia de opções culturais e uma noite vibrante. “O novo cinema libanês, por exemplo, é sensacional. Pena que ninguém traz essas coisas para cá. Falta esse intercâmbio cultural entre Líbano e Brasil”, diz. “E vida noturna de Beirute também é muito boa, a cena underground, a música eletrônica, tem vários DJs interessantes.”

Durante os dois anos em que viveu lá, estudou a política do país não só nas carteiras da Notre Dame como no dia a dia, no desenrolar dos acontecimentos. Escutou a bomba que matou o ex-premiê Rafik Hariri em fevereiro de 2005, pois trabalhava perto de onde ocorreu a explosão. “Você não escuta apenas. Você sente dentro de você”, explica.

Fez fotos do funeral do empresário-político. Estudou o Hezbollah na faculdade e conheceu membros do grupo. Chegou a ouvir os discursos públicos do (Hassan) Nashallah, líder do Hezbollah. Foi aos poucos entendendo o país, sua política, sua cultura e sua gente.

Fernando trabalhou seis meses na ONU, onde fez grandes amigos estrangeiros como ele. “Tinhamos até um time de futebol que se chamava ‘os diplomatas’ porque era um monte de gente da ONU e de várias embaixadas. Tinha suíço, marroquino, tunisiano e só eu de brasileiro”, recorda. Na ONU, tinha aulas gratuitas de árabe – que ele confessa que até hoje não aprendeu a falar fluentemente. Trabalhou também como correspondente da BBC.

Além dos amigos libaneses e estrangeiros, fez três grandes amigos brasileiros que, como ele, têm origem libanesa. Durante o conflito contra Israel, em julho do ano passado, Fernando chegou a ajudar um deles. Estava de férias no Brasil e resolveu ligar para o amigo só para saber se ele estava bem. O colega atendeu o celular de dentro de um abrigo anti-aéreo, na cidade de Blat, sul do Líbano, onde estava com a família. Eles não conseguiam falar com o consulado brasileiro e não viam como escapar dali.

Fernando o colocou em contato com vários amigos jornalistas no Brasil. Assim, o amigo saiu na capa de vários jornais, chamando a atenção do Ministério de Relação Exteriores. “O governo tinha tirado um grupo de brasileiros, mas várias pessoas ainda estavam na mesma situação do meu amigo, sem conseguir contato com embaixada ou qualquer outro tipo de ajuda”. A história teve final feliz.

Também em Beirute Fernando conheceu sua namorada, a espanhola Amal, filha de sírio, que morou no Iraque quando pequena. “Ela sim fala árabe fluentemente”, diz Fernando. Após dois anos em Beirute, Fernando foi para a Espanha com Amal, onde passou mais um ano. Em Beirute, deixou inacabada sua tese de mestrado. O tema era a representação política da colônia libanesa no Brasil. Na Espanha, seu tema mudou para os imigrantes latino-americanos em Madri.

Hoje, de volta ao Brasil, trabalhando em uma rede de TV no interior do Rio de Janeiro, lembra da empreitada pelo Líbano com uma ponta de orgulho e certa saudade. E faz planos. “Se eu pudesse morar lá de novo, voltaria. Se eu tivesse um bom trabalho por lá. Ficou a sensação de que tenho um compromisso com aquele país. Como profissional, acho que falta uma cobertura jornalística mais adequada sobre o Líbano”, acredita. “E tenho um compromisso também como membro da colônia libanesa do Brasil”.

E, importante lembrar, um compromisso com avô Felipe, o ídolo de sua infância, “aquele super-herói inalcançável”, como ele mesmo descreve, que nunca chegou a rever sua terra natal.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O fenômeno islamista deve ser entendido antes de criticado

Primeiro foi na guerra entre Israel e Hezbollah. Agora foi na guerra em Gaza. Durante os dois períodos, notei algumas vezes um fenômeno que me chamou a atenção.

Nos muitos protestos e nas declarações de indignação pela desgraça do povo libanês e palestino, eu via uma grande crítica à postura belicista e beligerante de Israel e uma solidariedade aos povos oprimidos, mas quase sempre sob um ponto de vista apenas humanitário. Muitas vezes notei, tanto em políticos e pessoas públicas quanto em amigos ou conhecidos, uma certa resistência em apoiar a causa libanesa e palestina que levou ao conflito, no caso os movimentos islamistas Hezbollah e Hamas. Pelo contrário. Vi várias vezes aquele discurso de que se deve dar apoio ao povo mas acabar com essas instituições diabólicas. De que a culpa está no radicalismo religioso. Que a "religião é o ópio do povo".

O que eu acho o mais curioso disso tudo é como esse pensamento simplista acaba colocando os críticos no mesmo patamar dos criticados. Antes de chegar ao "religião é o ópio do povo", Karl Marx escreveu algumas linhas mais que podem clarificar nosso raciocínio.

"(...) A religião é de fato a autoconsciência e o sentimento de si do homem, que ou não se encontrou ainda ou voltou a se perder. Mas o Homem não é um ser abstrato, acocorado fora do mundo. O homem é o mundo do homem, o Estado, a sociedade. Este Estado e esta sociedade produzem a religião, uma consciência invertida do mundo, porque eles são um mundo invertido. A religião é a teoria geral deste mundo, o seu resumo enciclopédico, a sua lógica em forma popular, o seu point d'honneur espiritualista, o seu entusiasmo, a sua sanção moral, o seu complemento solene, a sua base geral de consolação e de justificação. É a realização fantástica da essência humana, porque a essência humana não possui verdadeira realidade. Por conseguinte, a luta contra a religião é, indiretamente, a luta contra aquele mundo cujo aroma espiritual é a religião. A miséria religiosa constitui ao mesmo tempo a expressão da miséria real e o protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o ânimo de um mundo sem coração e a alma de situações sem alma. A religião é o ópio do povo."

Ao encarar o fenômeno islamista na região simplesmente como ruim ou malvado, os críticos ocidentais acabam, meio que sem querer, fazendo exatamente o mesmo que os criticados: analisando a situação apenas nos termos religiosos.

Porque se analisassem ou até mesmo conhecessem a peça inteira de Marx, veriam que o fenômeno religioso na região é apenas uma resposta de um povo oprimido pelo colonialismo e imperialismo que trouxe à região miséria e pobreza.

Em vez de impor nossas idéias ou crenças sobre os outros, nós antes deveríamos tentar entender em que os outros acreditam e porquê. Enquanto continuarmos não querendo aprender, continuaremos a criticar e debater sentimentos religiosos em vez de realmente estar apoiando um povo que precisa de ajuda na luta por paz, independência e justiça social e econômica.

E isso por pura ignorância, porque não conhecer o Islã ou apenas conhecer a imagem trazida para o ocidente do que supostamente seria o Islã, algo diferente demais da gente para querer ser compreendido ou estudado. Eu sinceramente nunca vi críticas à Martin Luther King por usar o evangelho para mobilizar os negros oprimidos nos EUA. Ou à resistência católica irlandesa contra o imperialismo da coroa britânica. Ou ao clero que lutou contra os golpes e ditaduras patrocinados pelos EUA na América Latina.

É praticamente inevitável que a religião esteja presente nesses momentos de sofrimento. E que ela acabe sendo misturada com a luta, seja ela armada, intelectual ou política. E durante todo o curso da humanidade, as histórias de colonização e libertação são sempre histórias de terras conquistadas e liberadas pelo uso da força. Da Argélia ao Vietman, de Cuba à África do Sul, do Congo à Palestina: nenhum poder colonizador renunciou ao seu domínio apenas por negociações, diálogos e diplomacia.

Mas o problema é que, desde o 11 de setembro, qualquer manifestação "oriental" de luta contra o colonialismo e imperialismo é classificada de "terrorismo". Uma afirmação que não pode nem ser aberta a discussões e que se for contestada o contestador é visto como anti-cristo.

E num mundo onde querer aprender e entender é quase um crime, o diálogo fica cada vez mais difícil.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Sábado tem UFC no SporTV

No próximo sábado eu volto aos microfones para a transmissão de mais um evento de artes marciais.

Será no SporTV onde vamos transmitir, ao vivo, a batalha entre o havaiano BJ Penn e o canadense Georges St.Pierre pelo cinturão dos meio-médios do Ultimate Fighting Championship, direto de Las Vegas.

Este será o primeiro de 3 eventos que o Canal Campeão vai transmitir ao vivo em 2009, parte do novo contrato de transmissão assinado entre o UFC e a Globosat. Além dos 3 shows ao vivo, o novo contrato ainda tem como novidade mais 2 eventos em reprise no Sportv e as transmissões do UFC Unleashed, UFC All Access e do Ultimate Fight Night, ao vivo, pelo Premiere Combate.

No próximo sábado, a transmissão começa 15 minutos mais cedo, com direito à um programa especial e ao vivo para esquentar os motores para um dos eventos mais esperados dos últimos tempos.

Além da luta entre BJ Penn e GSP, a penúltima luta da noite será um duelo entre dois brasileiros que estão próximos da disputa pelo cinturão dos meio-pesados. O carateca paraense Lyoto Machida encara o faixa preta de jiu-jitsu Thiago Silva, de São Paulo.

UFC 94: Sábado, meia-noite e meia, no SporTV. Não perca!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Software israelense manobra opiniões na internet

19/01/2009 - 12h06

DIÓGENES MUNIZ, editor de Informática da Folha Online

Nem só de caças F-16 e mísseis teleguiados são feitos os ataques israelenses em Gaza. Uma arma em específico se destacou pela eficiência apresentada desde a escalada do conflito --e continuará sendo usada, mesmo após o cessar-fogo. Ela age nos bastidores da internet, modificando resultados de enquetes on-line, entupindo caixas de e-mails de autoridades e ajudando a protestar contra notícias desfavoráveis à comunidade israelense.

O nome da ferramenta é Megaphone, um software desenvolvido pela companhia Collactive e distribuído pela organização Giyus ("mobilização" em hebraico, mas também sigla para "Give Israel Your United Support" ou "Dê a Israel seu apoio integrado", em tradução livre). O programa serve para mobilizar internautas pelo mundo dispostos a manobrar ("balancear", segundo os usuários) opiniões na rede.

Desenvolvido em 2006, durante a Guerra do Líbano, seu uso atingiu 36.700 "soldados virtuais" com o conflito em Gaza. A meta: 100 mil participantes.

Lobby 2.0

O internauta disposto a fazer parte do arrastão cibernético precisa baixar um programa no site Giyus.org, que se apresenta como uma "coalizão de organizações pró-Israel trabalhando juntas para ajudar a comunidade judaica a fazer suas opiniões serem ouvidas de maneira efetiva".

Instalada a plataforma, aparecem no computador alertas em tempo real sobre notícias, enquetes, artigos, vídeos ou blogs que estejam com visões "a favor ou contra" a comunidade. Lembram os avisos de novas mensagens do comunicador instantâneo MSN. O internauta é convidado, a partir daí, a "agir por Israel" --enchendo os alvos de críticas, elogios ou votos.

Com poucos cliques (e sem dominar o idioma da página em questão), é possível influenciar uma pesquisa no site do Yahoo! ou mandar uma notícia sobre mísseis palestinos para a ONU, entre outros. O programa oferece no próprio navegador um formulário completo de "ação" já preenchido, com endereços dos destinatários e conteúdo padrão a ser enviado: o internauta sequer precisa abrir sua conta de e-mail ou clicar em "enviar".

Redes sociais e sites colaborativos, como Facebook e YouTube, também estão na mira do software. Esse tipo de estratégia, que recebeu o apoio do Ministério das Relações Exteriores de Israel, já forçou o site da BBC a tirar uma enquete do ar.

Desde o início da invasão a Gaza, dezenas de comunidades e sites foram "pichados", invadidos ou derrubados, tanto por piratas virtuais palestinos quanto israelenses. O que se destaca neste caso, no entanto, é o modo de atuação do programa, que institucionaliza a manipulação de informação de forma coordenada e colaborativa.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Se você (ou eu) fosse palestino

Traduzido por mim do original escrito pelo ex-político e articulista Yossi Sarid, publicado no jornal israelese Haaretz.

Essa semana eu conversei com meus alunos sobre a guerra contra Gaza, durante uma aula onde o tema era segurança nacional. Um dos estudantes, que já havia demonstrado outras vezes ter uma ideologia mais conservadora e de direita, me surpreendeu. Sem nenhum tipo de estímulo ou provocação da minha parte, ele abriu o coração e confessou: “Se eu fosse um jovem palestino” disse ele “Eu lutaria contra os judeus com todas minhas forças, usando inclusive técnicas de terrorismo. Qualquer um que diga o contrário é um mentiroso.”

A declaração dele me soou familiar – não foi a primeira vez que a ouvi. Há mais ou menos 10 anos atrás, o nosso então ministro da defesa, Ehud Barak, disse o mesmo. Quando perguntado pelo jornalista do Haaretz Gideon Levy o que o então candidato a primeiro ministro seria se ele tivesse nascido palestino, Barak respondeu com toda a franqueza: “Eu teria entrado para alguma organização terrorista.”

Essa resposta não é a minha; terrorismo praticado por indivíduos ou por organizações ou estados sempre mira exatamente nos civis que nada tem a ver com o sangue derramado. O terrorismo não só é cego – sugando a alma do santo e do pecador – como também faz expandir a tensão e a cabeça quente, com o sangue subindo à cabeça de um número cada vez maior de pessoas: nosso sangue na cabeça deles, o sangue deles na nossa cabeça. E quando o sangue de gente inocente começa a ser derramado, quem é que vai vingá-lo por inteiro, e quando?

Eu odeio todos os terroristas do mundo, seja qual for o motivo da sua reividicação. No entanto, eu apoio qualquer tipo de manifestação civil contra qualquer ocupação, e Israel é um desses ocupantes desprezíveis. Minha revolta é enorme, mas não faz extinguir em mim nenhuma gota de humanismo. Vai ver eu sou um velho excentrico demais para ser um terrorista.

Mas, e preste atenção nesse mas, se um garoto israelense comum tem uma resposta espontânea que é diferente da minha, e se a mesma resposta também veio de um general veterano do exército israelense, então todos nós temos que parar para pensar como se o nosso próprio filho estivesse do outro lado. Se a situação fosse ao revés, seu tão querido filho hoje seria um maldito terrorista, porque sendo terceira e quarta gerações de refugiados e oprimidos, esse seria o caminho para a libertação. Ele não teria nada a perder senão as algemas.

Enquanto isso nós, seus pais, estaríamos em casa lamentando o adeus do filho porque ele nunca mais voltaria para ver a terra onde nasceu. E nós também só voltaríamos a vê-lo na foto pendurada na parede, como um martir da ocupação. Nós tentaríamos detê-lo de dar continuidade em seus planos? Mesmo se quiséssemos, seríamos capazes? Não entenderíamos tais sentimentos que o levaram a medidas tão extremas? O que Ehud Barak entendeu naquele dia - que para nós é tão difícil de entender?

Jovens que não tem futuro irão abrir mão facilmente do futuro que eles não conseguem enxergar no horizonte. O passado como criança de rua e o presente como um imprestável desempregado acabam com qualquer possibilidade de esperança: a sua morte é melhor do que a sua vida, e a sua morte é ainda melhor que as nossas vidas, como opressores – é assim que eles se sentem. Desde o dia em que eles nascem até o dia da sua morte, eles vêem uma terra onde nunca viverão em liberdade.

Não há pessoas boas ou más; há apenas lideranças que agem de forma responsável ou insana. E agora nós estamos lutando contra um grande números daqueles que poderiam muito bem sermos nós, estivéssemos na situação deles por 41 anos e meio.

Doze regras infalíveis para redigir notícias sobre o Oriente Médio para os grandes meios de comunicação.

Tiradas da revista espanhola Sin Permiso:

1) No Oriente Médio são sempre os árabes que atacam primeiro, e é sempre Israel que se defende. Esta defesa se chama "represália".

2) Nem os árabes nem os palestinos nem os libaneses têm o direito de matar civis. Essa prática se chama "terrorismo".

3) Israel tem o direito de matar civis. Isso se chama "legítima defesa".

4) Quando Israel mata civis em massa, as potências ocidentais pedem que seja mais moderado. Isso se chama "reação da comunidade internacional"

5) Nem os palestinos nem os libaneses têm o direito de capturar soldados israelenses dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isso deve ser chamado de "seqüestro de pessoas indefesas".

6) Israel tem o direito de sequestrar, em qualquer hora e lugar, quantos palestinos e libaneses lhe der na telha. A cifra atual está em torno de 10 mil, dos quais 300 são crianças e 1.000, mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter os presos indefinidamente seqüestrados, ainda que eles sejam autoridades democraticamente eleitas pelos palestinos. A isso se chama "encarceramento de terroristas".

7) Quando se mencionar a palavra "Hezbollah", é obrigatório acrescentar na mesma frase: "apoiados e financiados pela Síria e pelo Irã".

8) Quando se mencionar "Israel", está terminantemente proibido acrescentar: "apoiados e financiados pelos Estados Unidos". Isso poderia dar a impressão de que o conflito é desigual e de que a existência de Israel não corre perigo.

9) Nas informações sobre Israel sempre é preciso evitar que apareçam as seguintes expressões: "territórios ocupados", "resoluções da ONU", "violações dos Direitos Humanos" e "Convenção de Genebra".

10) Os palestinos, assim como os libaneses, são sempre "covardes" que se escondem entre a população civil, "que não gosta deles". Se dormem na casa de suas famílias, isso tem um nome: "covardia". Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles dormem. A isso se chama "ação cirúrgica de alta precisão".

11) Os israelenses falam inglês, francês, espanhol ou português melhor que os árabes. Por isso merecem ser entrevistados com maior frequência, e ter mais oportunidades que os árabes para explicar ao grande público as referidas regras de redação (de 1 a 10). Isso se chama "neutralidade jornalística".

12) Todas as pessoas que não concordam com as supra-mencionadas regras são, e assim devem ser chamadas, "terroristas antissemitas de alta periculosidade" .

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Entrevistando Dana White


Ao lado dos proprietários do UFC, Lorenzo Fertitta (esquerda) e Dana White.

Vai ao ar amanhã, no Sportv, uma entrevista que fiz em Birmingham, Inglaterra, com a personalidade mais importante do mundo das lutas na atualidade, o americano Dana White, presidente do maior evento de lutas do planeta, o Ultimate Fighting Championship.

Eu já havia ido à vários outros eventos de lutas, mas foi meu primeiro UFC... Quem é fã de lutas sabe como ir à um UFC é difícil. A maioria deles acontece nos EUA, em Las Vegas, com entradas caríssimas e que esgotam rapidamente. A oportunidade de ir profissionalmente nunca havia surgido, já que o MMA pra mim sempre foi uma atividade paralela à minha vida de jornalista.

Mas dessa vez a oportunidade surgiu quase que por acaso, numa mescla de atitude e sorte.

Como tive esse período livre após a cobertura das Olimpíadas pela Globonews, fui à Europa para ajudar a levar o resto da mudança da minha mulher da Espanha para o Brasil.

Já havia tentado antes cobrir outros eventos do UFC, mas sem sucesso. Sempre o meu trabalho principal ficava no meio do caminho, fosse ele a Globo, BBC ou ONU. Ficava complicado largar tudo pra fazer algo assim. Mas dessa vez era diferente, eu tinha tempo e, com a criação do Sensei Sportv, a oportunidade perfeita para fazer uma matéria bacana e que valesse a aventura.

Mas para valer a ida não bastaria cobrir o evento, tinha que pintar algo mais... Um furo ou uma exclusiva com alguém importante... Só valeria a pena se conseguisse uma entrevista com o Dana White, presidente do UFC.

Dana White é o maior responsável pela revolução que o mundo das lutas vem passando nos últimos 7 anos. Quando ele convenceu os milionários irmãos Fertitta, seus amigos de infância, a comprarem o UFC, o vale-tudo era marginalizado e ilegal em praticamente todos os estados americanos, comparado inclusive pelo então senador republicano John McCain como uma "rinha de galos humana".

O preço da aposta: 2 milhões de dólares.

No começo, prejuízo. Conversando com Lorenzo Fertitta, ele me disse que nos primeiros dois anos eles pensaram várias vezes em fechar as portas da organização. Mas a influência dos Fertitta entre as comissões atléticas e a insistência e as idéias de Dana White renderam frutos. Primeiro eles fizeram uma série de mudanças nas regras, transformando o antigo vale-tudo no moderno MMA (Mistura de Artes Marciais). Com isso, deram uma cara nova à organização, que foi definitivamente estabelecida com a popularidade do reality show The Ultimate Fighter. A idéia de Dana White de colocar 16 lutadores fechados numa casa estilo Big Brother e treiná-los para que lutassem entre si em cadeia nacional por um contrato final no UFC foi um sucesso absoluto nos EUA, transformando o MMA numa febre nacional.

Enquanto o UFC ganhava cara de esporte e conquistava espaço nos meios de comunicação esportivos como uma espécie de novo boxe, no Japão a principal organização do país, o Pride, pecava em transformar o vale-tudo num show de gosto duvidoso, promovendo lutas bizarras entre uma luta séria e outra. Unindo isso à falta de profissionalismo e às descobertas do evolvimento da máfia japonesa, a Yakuza, com os organizadores do evento, os melhores lutadores foram aos poucos deixando a terra do sol nascente para a nova meca do MMA mundial, os EUA.

Com o trabalho sério e profissional, com visão de mercado e planejamento estratégico digno das melhores ligas de esportes profissionais do mundo, o UFC conseguiu tranformar o MMA no esporte que mais cresce em popularidade no mundo hoje em dia.

A organização hoje vale cerca de US$1 bilhão de dólares e as vendas de pay per view já ultrapassam as 5 milhões de compras anuais. Os quase 300 atletas empregados pelo UFC ganham em média US$100 mil por ano e as grandes estrelas tem um rendimento anual na casa dos milhões. A organização já fez diversos eventos no Reino Unido e tem planejados eventos na Alemanha, Finlândia, Filipinas, Austrália e Itália para o ano que vem, sendo que o Brasil entra no calendário em 2010.

Com a popularidade do MMA e do UFC nos EUA, Dana e os irmãos Fertitta se transformaram em celebridades quase inacessíveis. Por isso a importância de se conseguir uma entrevista com eles, hoje em dia um privilégio de poucos.

Já na Espanha, com a ajuda da colega Clarisse Granadeiro e do empresário Marcelo Tetel, que iria ao evento com o Luiz Arthur Cané ("Banha"), consegui um contato com os organizadores do evento. Em contato com o UFC, descolei as credenciais, comprei a primeira passagem para Inglaterra e parti, sem saber se a entrevista sairia ou não.

Cheguei na quarta-feira à noite, três dias antes do evento. Geralmente a semana de um UFC é cheia de atividades dedicadas aos fãs e à imprensa especializada. Na quarta, rola um treino aberto onde os lutadores dão uma primeira impressão sobre como estão para os confrontos do sábado. Na quinta, uma coletiva de imprensa. A sexta-feira é um dia dedicado aos fãs, com as pesagens abertas ao público e com perguntas e respostas dos fãs com os atletas e com Dana White. E o mais engraçado é que a grande estrela é mesmo o presidente do UFC, que responde a TODAS as perguntas da platéia sem nenhum constrangimento, num bate papo super descontraído e que dura quase duas horas e conta com aproximadamente mil e quinhentos fãs.

Eu fui na cara e na coragem porque sabia do interesse do UFC em divulgar os eventos internacionais. Hoje a expansão internacional do UFC é o maior objetivo da organização e, se a possibilidade de fazer uma exclusiva com Dana White fosse possível, seria num evento como esse, no centro da Inglaterra, sem pay per view e com atletas pouco conhecidos.

Acordei na quinta de manhã, coloquei a câmera e o resto do equipamento nas costas e parti para a coletiva do lutadores. Chegando lá, fui recebido por uma das cabeças do evento na Inglaterra, que por coincidência é de família armênia e tem uma irmã nascida no Líbano. Como eu morei dois anos em Beirute foi fácil a conversa fluir e ela se mostrou super interessada em ajudar a conseguir a exclusiva.

No meio da conversa se aproxima um senhor barba grisalha ao qual sou apresentado: Marshall Zelaznik, chefe de operações do UFC na Inglaterra. Enquanto me apresentava chega do outro lado um outro sujeito impaciente, perguntando quando começaria a coletiva. Era Dana White. Neste momento, minha nova amiga armênia me apresenta: "Dana, esse é Fernando Kallás, que veio do Brasil para fazer uma entrevista com você." Dana deu uma gargalhada seguida de uma expressão que, traduzida para o português seria um "Você está de sacanagem?!". Eu disse que não, que estávamos batalhando para mudar a imagem do esporte no Brasil e dar a devida importância aos lutadores brasileiros no país de origem. "Claro que eu dou a entrevista", disse ele estendendo a mão. "Cadê o seu equipamento? Vamos fazer agora mesmo!"

Eu tomei um susto, porque não esperava que fosse rolar naquele dia. Eu tinha feito um esboço das perguntas, junto com algumas idéias do Mário Filho e da Ana Hissa, criadores do Sensei, mas que estavam no hotel, no meu laptop. Mas a oportunidade não bate duas vezes na porta e fiz assim mesmo, na cara e na coragem. No final, um bate papo de quase uma hora que você vai poder conferir, editado, no Sensei Sportv deste sábado, dia 6 de dezembro, à meia-noite.

Pessoalmente, Dana White não faz juz a fama de arrogante, pelo contrário. Foi extremamente simpático não só durante a entrevista mas também em todas as outras vezes que nos encontramos até o fim do evento, no sábado. É sincero, carismático e tem uma espontaneidade rara entre celebridades. Vai ver a fama de arrogante vem daí, de não ter papas na língua e falar o que pensa. Se você pisa no calo ou na bola com ele, vai ouvir o que não quer. Mas no meu caso, a personalidade e disposição de Dana White funcionou sempre de forma positiva. Durante quase uma hora de entrevista, ele não deixou de responder uma pergunta sequer, sempre de forma clara e direta. Na entrevista dá pra notar o interesse dele no mercado brasileiro que, na minha opinião, será atacado por eles de forma cada vez mais agressiva nos próximos dois anos.

Portanto, se você é fã de lutas ou de esportes em geral, vale a pena conferir o Sensei Sportv com a entrevista especial com Dana White. Isso porque pode ser a primeira de muitas vezes que você verá esse sujeito em terras brasileiras.

Abaixo, o programa na íntegra:

sábado, 31 de maio de 2008

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Poder paralelo sequestra e tortura jornalistas no Rio de Janeiro

Perplexidade e revolta foram os sentimentos que tive ao ler a notícia sobre o sequestro e tortura dos colegas da equipe de reportagem do jornal O Dia por milicianos da Favela do Batan, em Realengo, subúrbio do Rio.

A emoçao e comoçao sentidas também foram grandes, muito pela inevitável lembrança da morte de Tim Lopes, um dos meus maiores incentivadores e mentores quando eu ainda era estagiário na Editoria Rio da TV Globo. Tim era uma pessoa do bem, simples, humilde, simpática e competente, que tinha a perfeita noçao do papel social do jornalista e que queria fazer a diferença. Assim como, acredito eu, a equipe do jornal O Dia queria quando entrou na favela para denunciar as práticas criminosas das milícias que disputam com os traficantes o poder das áreas carentes cariocas.

Os colegas foram sequestrados e torturados durante sete horas e meia pelos chamados milicianos, período em que foram submetidos a socos e pontapés, choques elétricos, sufocamento com saco plástico, roleta-russa, tortura psicológica e todo tipo de situação degradante.

As Milícias, criadas sob o aparentemente inocente argumento de enfrentar o tráfico de drogas e livrar as comunidades pobres do crime organizado, se mostram muitas vezes piores do que os próprios traficantes.Compostas por policiais, agentes penitenciários, bombeiros e ex-servidores da Segurança Pública, eles dominam hoje cerca de 78 comunidades no Rio de Janeiro, onde estruturaram um exército muito bem armado e ditam leis a aproximadamente 2 milhões de cariocas, submetidos a um código penal que nunca foi escrito.

Deixo aqui meu repúdio e indignaçao à situaçao e meus mais sinceros votos de solidariedade e respeito aos colegas do jornal O Dia, que pagaram por tentar prestar um serviço a favor da cidadania e a todos os cidadaos cariocas, oprimidos pela criminalidade. Pagaram pela coragem e ousadia de querer fazer a diferença.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

OBRA PRIMA DOS IRMAOS COHEN!

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Sei que o Líbano está em chamas, que hoje é o aniversário de 3 anos da morte de Hariri e que um dos militantes xiitas mais procurados do mundo foi assassinado em Damasco.

Mas hoje nao vou falar de nada disso.

Vou falar de um filme que acabo de ver e que termina por ser um dos melhores que já vi em toda minha vida.

Trata-se de "Onde os fracos nao têm vez" (No country for old man), o mais recente e tbm o mais brilhante trabalho dos irmao Ethan e Joel Cohen.

Desde já uma obra prima!

Nao lembro de um filme onde onde o vilao fosse um ser tao aterrorizante que faz com que todo o cinema prenda o fôlego todas as vezes que ele aparece na tela.

O papel memorável do espanhol Javier Bardem entra para a lista dos maiores viloes da história do cinema!

Ele é a personificaçao do mal, o Anjo da Morte, tao poderoso e violento que obriga o mocinho a desistir antes mesmo de enfrentá-lo.

O mocinho no caso é Tommy Lee Jones, que merecia inclusive a segunda indicaçao ao Oscar desse ano pelo papel do xerife Bell. Sua atuaçao é sublime, levando no rosto o semblante do desgosto sob a impotência perante um mundo e um mau que ele simplesmente nao pode enfrentar. Um xerife veterano que conheceu a profissao numa época onde, como ele mesmo diz, "xerifes nem armas levavam", e no momento em que é obrigado a sacar seu revólver pela primeira vez, descobre que o inimigo é algo tao inalcansável e de uma maldade tao incompreensível que a única alternativa é se aposentar em vez de caçá-lo.

Seus diálogos sao a alma do filme e conduzem essa história com um ar de contemplaçao, suspense e angústia impressionantes, sobre um mundo tao cruel e sem sentido que pessoas normais e decentes como o xerife e 90% das vítimas de Bardem simplesmente nao tem vez.

Os irmaos Cohen levam com maestria o espectador a um nível de suspense e adrenalina que poucas vezes provei numa sala de cinema. E no momento onde vc está preparado para alcançar o êxtase total, vem o anti-clímax abrupto num final niilista que obriga a platéia a uma reflexao. A narraçao do xerife, a trilha sonora e a conduçao magistral dos diretores criam uma aura noir explêndida nesse faroeste moderno sobre a banalizaçao da violência e a crueldade as vezes sem explicaçao de um EUA (ou um mundo?) em transformaçao, no começo da década de 80. Nao há motivos, nao há desculpas e nao há porquês. As vezes as coisas simplesmente acontecem e nao há nada mais o que fazer a nao ser jogar uma moeda para cima e escolher entre cara ou coroa.

Uma terra de ninguém, onde mocinhos se aposentam e viloes saem ilesos... ou nem tanto.

"Onde os fracos nao tem vez" é uma obra de arte, uma obra prima, que se resume no olhar e nas palavras de Tommy Lee Jones ao contar o sonho que teve com seu pai, cavalgando quando criança nas mesmas terras onde ele vive e viveu toda a sua vida, mas terra essa que ele nao consegue mais reconhecer e onde ele sabe que simplemente nao pertence mais.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Mais um carro bomba mata pelo menos onze pessoas em Beirute

O ano novo começa negro para os libaneses que, afundados na pior crise política do país desde o fim da guerra civil, foram vítimas hoje do segundo atentado de 2008.

Um carro bomba explodiu agora pela manha e matou pelo menos 11 pessoas no bairro de Chevrolet, entre as localidades de Furn El-Chebek e Hazmieh, na saída de Beirute para a Síria e o Vale do Bekaa.

Segundo autoridades, o alvo foi o capitao Wissam Eid, membro do Departamento de Informaçao das Forças de Segurança Interna Libanesas. A explosao teria matado Eid, dois guarda-costas e 8 pessoas mais que passavam pelo local. A bomba explodiu numa regiao muito movimentada, ao lado do centro comercial Abraj que tem um grande edifício de escritórios, vários restaurantes, cafés e um grande cinema.

O Departamento de Informaçao foi criado em 2005 para investigar, principalmente, os atentados terroristas que na época voltavam com força total ao país. Mas desde entao foi criticado publicamente várias vezes pela oposiçao por estar sendo usado para os interesses do da família Hariri e seus aliados.

Eid já tinha sido vítima de outro atentado há quase dois anos, quando atacado por uma granada na porta da sua casa. Apesar de graves ferimentos nas maos e nos braços, Eid sobriviveu.

O atentado de hoje acontece apenas 10 dias depois de que outro carro bomba explodisse numa regiao muito próxima, matando 3 pessoas e ferindo outras 20.

A crise no Líbano piora com a escalada da violência e com o vácuo de poder, já que o país está sem presidente desde o mês de novembro.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Parlamento libanês adia pela 13ª vez a eleiçao presidencial

Mais uma vez foi adiada a sessao parlamentar que escolheria o presidente do Líbano. Desde o dia 14 de setembro, data prevista para que a eleiçao presidencial acontecesse, essa é a 13ª que os grupos políticos rivais adiam a votaçao por nao chegarem a um acordo sobre a representavidade de cada um dos grupos no novo governo.

A Liga dos Estados Árabes mandou o seu representante, o secretário-geral da entidade, Amir Moussa, para tentar uma mediaçao entre as partes. Mesmo com a adiaçao de hoje, Moussa está otimista quanto à resoluçao do impasse que deixa o país sem presidente desde novembro. Segundo o egípcio, a adiaçao era necessária para que os rivais terminem de acertar todos os detalhes para que, em fevereiro, a eleiçao possa finalmente acontecer.

A proposta da Liga Árabe consiste em que o novo presidente seja o comandante das Forças Armadas, general Michel Suleiman, nome que já tinha surgido anteriormente como o mais próximo de um concenso entre os dois blocos rivais. Além disso, a Liga propoe que nenhum bloco tenha maioria no novo gabinete ministerial e, assim, ninguém tenha poder de veto. Que dos 30 ministérios, 10 sejam para a situaçao, 10 para a oposiçao e 10 indicados pelo próprio presidente. Depois que o presidente seja eleito e que o novo governo de coalisao seja formado, entao seria a hora de mudar a lei eleitoral, modernizando-a e adaptando-a à atual realidade populacional do país.

O grande problema é que ninguém quer ficar sem o poder do veto e aí fica o impasse.

Vale lembrar que quando falamos de partidos políticos e grupos rivais no parlamento nao estamos falando apenas de divergências ideológicas. O Líbano é um país onde, até hoje, o sistema político é confecional e as mesmas lideranças "religiosas" que deram igniçao aos conflitos que levaram à 15 anos de guerra civil sao os que se mantém no poder até hoje. Nas ruas do país é claríssimo o clima de tensao sectária e desde o fim dos bombardeios isralenses, no ano passado, já foram registrados vários enfrentamentos violentos entre grupos rivais.

Mais uma vez a fragilidade do país é um prato cheio para ser usado pelas potências rivais da regiao para os seus propósitos mais escusos. Enquanto a Arábia Saudita apoia o grupo chamado 14 de Marços, liderado por Saad Hariri, filho do ex-primeiro-ministro assassinado, Rafic Hariri, a Síria e Ira apoiam a oposiçao, o 8 de Março, liderado pelo líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah e pelo líder do Movimento Patriótico Livre, o ex-presidente e ex-primeiro-ministro, general Michel Aoun. Aoun é, inclusive, o nome preferido da oposiçao para assumir a presidência.

Nao é à toa que Amir Moussa se reuniu semana passada com o ditador sírio, Bashar El-Aassad, para conversar sobre o impasse no Líbano. Apesar da Síria nao estar mais presente oficialmente no país desde terminou a ocupaçao militar no país, há dois anos, o Aassad continua agindo como se o Líbano fosse o quintal da sua casa de veraneio.

A situaçao é complicada e parece que mais uma vez os políticos libaneses nao serao capazes de resolver sozinhos suas diferenças. Que mais uma vez serao os vizinhos que terao que obrigar suas marionetes a entrar em um acordo. Num momento em que o país deveria estar dando um exemplo de que pode ser independente e instaurar uma verdadeira democracia, a dependência do Líbano aos países vizinhos cresce em vez de diminuir.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Explosao mata pelo menos três pessoas e fere mais 20 no subúrbio de Beirute.

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A mistura preferida dos inimigos do Líbano nos últimos anos é juntar a tensao e desordem política com atentados terroristas.

Desde a enorme explosao que matou o ex-primeiro ministro Rafic Hariri, em fevereiro de 2005, foram ao todo onze atentados, entre carros-bomba e assassinatos políticos. Um deles em frente ao meu antigo prédio, no bairro de Achrafie, leste de Beirute, que matou o jornalista e escritor Samir Qassir.

No começo os alvos eram claramente personalidades libanesas envolvidas de alguma forma com a vida política do país, com poucas vítimas colaterais, mas hoje a história é diferente.

A bomba que explodiu no distrito industrial de Karantina matou três cidadaos comuns, um sírio e dois libaneses. Além deles, mais de 20 pessoas que também passavam por acaso pelo local ficaram feridas, algumas com gravidade. Um número que eu acho pequeno, devido ao grande movimento de veículos e pessoas na via, ao lado de Daura, que é um dos principais pontos de passagem para quem entra e sai de Beirute rumo ao norte

Segundo a polícia libanesa, o alvo pode ter sido um carro da embaixada americana que passava pelo local, mas que sofreu poucos danos. Aparentemente, o que salvou o oficiais americanos foi o carro onde estavam os dois libaneses que foram mortos, que ultrapassavam o veículo oficial e, por puro azar, ficaram entre os diplomatas e o carro bomba.

A explosao coincide com o final da visita do presidente americano, George W. Bush, na regiao e aumenta ainda mais a tensao política e sectária no país, que está desde novembro sem presidente, já que os dois blocos políticos nao chegam a um acordo sobre o questoes vitais como o número de cadeiras no parlamento e o nome do novo presidente.

Pequenos enfrentamentos entre grupos xiitas e sunitas e entre grupos rivais cristaos já foram registradas e um atentado como esse só faz aumentar a instabilidade.

Se os políticos libaneses quisessem o bem do país, tratariam de por um fim à situaçao de total anarquia em que o país vive hoje e escolheriam já o novo presidente. Nao que isso fosse mudar muita coisa, mas o vácuo de poder só aumenta a sensaçao de insegurança na populaçao.

Karantina é hoje uma regiao industrial e de passagem para quem vai e vem de cidades do norte, como Jounieh, Biblos e Tripoli. Mas durante muito tempo foi uma grande favela habitada por refugiados palestinos e curdos. O local tem esse nome pq era como as pessoas se referiam à área como uma zona de quarentena para imigrantes refugiados, totalmente marginal à capital. Em 1976, nessa antiga favela, cerca de mil pessoas foram mortas em um ataque de milícias cristãs que ficou conhecido como um dos mais sangrantos massacres da história do país.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Se depender dos políticos libaneses, o futuro do país já está escrito!

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Há certas previsoes e análises que faço torcendo para estar errado. Principalmente as que venho formulando nos últimos três anos em relaçao ao futuro político, econômico e social do Líbano.

Já comprei brigas e inclusive fui censurado por diversas pessoas ligadas a associaçoes, fundaçoes ou órgaos políticos árabes no Brasil por meu "negativismo" e "pessimismo" em relaçao a atual situaçao do Líbano, diferente da abordagem utópica que é tao comum no meio árabe brasileiro de encarar o Líbano como um país das maravilhas, com suas lindas montanhas cobertas de enormes cedros e o centro majestoso de Beirute totalmente reconstruído.

Acho que deve ser muito fácil falar das maravilhas do Líbano quando se vive em um apartamento de luxo no Rio ou em Sao Paulo, indo passar férias uma vez ao ano numa casa de veraneio nas montanhas libanesas, da praia particular ao restaurante caríssimo dentro de um carro importado, totalmente alheio aos verdadeiros problemas do país.

E sao estes os libaneses que comandam o Líbano, a elite política corrupta formada por famílias que enriqueceram as custas da desgraça do país e passam de pai pra filho nao só as cadeiras do parlamento como tbm os apartamentos em Paris, Marbelha e Nova Iorque.

Enquanto quase um terço do país teve que deixar sua casa para trás enquanto Israel bombardeava de forma incansável cidades libanesas atrás dos "terroristas" do Hezbollah, os políticos que hoje acham que seus interesses pessoais sao mais importantes que escolher um novo presidente nao estavam em suas coberturas em West Beirut e sim com os rabos entre as pernas na Europa.

Foram movimentos comunitários e de jovens engajados que providenciaram as primeiras ajudas aos desabrigados da guerra contra Israel. Nenhuma surpresa já que a infra-estrutura do país e a presença do Estado no cotidiano dos libaneses é praticamente nula. Antes mesmo da guerra, nao havia um dia no qual nao faltasse luz ou água. Nao há estaçoes de tratamento de esgoto e o lixo vai parar em depósitos que sao verdadeiras montanhas tóxicas, às margens do Mediterrâneo, poluíndo as lindas praias da costa do país.

Um país que é tratado como se fosse descartável pelas potências regionais e internacionais, que só interferem quando seus interesses estao em jogo. E sao as mesmas famílias políticas que levaram o país à 15 anos de guerra civíl as que continuam no poder. A renovaçao existe, é verdade: de pai para filho. E a missao dos políticos libaneses nao é o bem do país e sim manter o bem da própria família, fazendo a vontade dos "aliados" em Washington, Paris, Riad, Damasco ou Teera.

A vaidade, arrogância, ganância e orgulho dos políticos libaneses que mantém, desde setembro, o país sem um presidente pode estar levando o Líbano rumo à novos conflitos sectários de proporçoes catastróficas. Já foram registrados pequenos enfrentamentos entre grupos xiitas e sunitas e entre grupos rivais católicos. O centro da cidade está sitiado pelo exército e Beirute vive sob a constante ameaça de assassinatos políticos e atentados terroristas que têm um crescente número de vítimas inocentes. A economia local vai de mal a pior, o desemprego aumenta a cada dia e os libaneses têm cada vez menos perspectiva de futuro no seu próprio país.

A disilusao aumenta ao ver o bate-boca dos vaidosos políticos de gel no cabelo e terno Armani, mais preocupados com as diferenças e interesses pessoais do que com o futuro do país.

Há quase quatro meses o Líbano está sem presidente. As eleiçoes, que deveriam acontecer no da 14 de setembro, sao adiadas constantemente pelas diferenças entre a aliança do governo e a oposiçao que nao conseguem chegar a um acordo em relaçao ao número de cadeiras no parlamento que cada um teria direito e o nome do novo presidente, entre outras coisas.

Em vez de discursos inflamados e pomposos mas sem nenhum conteúdo prático, os políticos libaneses têm que agir rápido para nao afundar o país ainda mais nessa situaçao de anarquia que precede o caos.

Mas conhecendo os políticos libaneses e seus aliados, um acordo nao deve acontecer tao cedo. Até pq eles nao tem pressa, já que no caso de uma escalada de conflitos, têm seus jatinhos com o tanque cheio esperando para levá-los de volta à Paris, Nova Iorque, Riad, Sao Paulo...

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Soldados da ONU morrem numa cidade que ficou conhecida pela tortura!

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Soldados da ONU buscam ajuda após a explosao

Seis soldados da Força Interina da ONU no Sul do Líbano - UNIFIL - foram mortos ontem vítimas de uma explosao de um carro bomba na cidade de Khiam, sul do Líbano.

Agora há um fato sobre Khiam que faz esse atentado diferente e que você provavalmente (e infelizmente) nao vai ler nos jornais por aí.

De Khiam só vao se lembrar os que conhecem o Líbano e os anos e anos de atrocidades que aconteceram nesta cidade durante a ocupaçao israelense, graças à prisao que Israel alí manteve durante 15 anos, de 1985 ao ano 2000.

Sabe Abu Ghraib? Entao... Abu Ghraib é a versao iraquiana do que foi durante anos Khiam!


A prisao de Khiam ficou conhecida por ser durante anos um antro de tortura e execuçao de prisioneiros árabes pelo exército de Israel, mantidos em cárcere sem julgamento e acusaçao oficial. Muitas vezes nem se sabia quem estava preso em Khiam.

Presos palestinos detidos em Gaza e Cisjordânia eram mandados pra lá. Presos libaneses eram torturados e mortos dentro do próprio país e, muitas vezes, por torturadores libaneses do Exército do Sul do Líbano, a milícia cristã libanesa contratada e mantida por Israel para ajudá-los a administrar a prisao e a lutar contra o Hezbollah.

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A prisao de Khiam

"Essa prisao é totalmente fora da lei. Os libaneses e palestinos alí detidos nao tem nenhuma idéia de quando ou até mesmo se serao libertados" disse, em 1999, Hanny Megally, entao diretor executivo da organizaçao Human Rights Watch. "A comunidade internacional nao pode mais aceitar o que Israel faz dentro dessa prisao. E Israel deve ser ser julgada e arcar com as consequencias pelas constantes violaçoes das leis humanitárias e de direitos humanos internacionais que acontecem dentro de Khiam." Complementou Megally, poucos meses antes da prisao ser desativada para sempre.

Aqui vc pode encontrar um dos muitos relatórios da HRW sobre Khiam.

Depois da retirada de Israel, em 2000, a prisao foi desativada e tranformada em um museu, para que as torturas e barbáries nao fossem jamais esquecidas.

Mas durante a guerra do ano passado, o exército israelense "fez questao" de guardar um dos bombardeios especialmente para varrer a prisao de Khiam do mapa, destruindo-a para sempre.


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A prisao já transformada em museu, antes de ser destruída por bombardeios israelensese, ano passado

Quanto ao atentado em si, deixa ainda mais claro o que eu venho dizendo nos últimos textos. Que forças externas estao fazendo de tudo para desestabilizar ainda mais o Líbano e jogá-lo em outra guerra civil. Plantam um grupo de guerrilheiros radicais no norte do país... assassinam políticos e explodem bombas contra a populaçao em Beirute... E agora matam soldados da ONU no Sul...

Interessados sao muitos para que a instabilidade da regiao aumente... os únicos a quem esse jogo doentio nao tem nenhuma graça sao os libaneses, que todos os dias vêem o país ir rolando ladeira abaixo.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

HOJE NA TVE BRASIL

Estarei hoje, quarta-feira, participando do programa "Espaço Público" da TVE Brasil.

O tema será Oriente Médio e as crises na regiao.

A TVE pode ser vista no Rio de Janeiro pelo canal 2, o entao pela Sky, NET ou antena parabólica.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Quem será o próximo?

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Demorei um pouco para escrever sobre o assassinato do membro do parlamento libanês e ex-juiz, Walid Eido, morto vítima de um carro bomba na quarta-feira da semana passada. Queria digerir um pouco melhor a notícia e baixar um pouco o sangue quente que subiu depois de mais essa tentativa canalha de desestabilizar ainda mais a frágil situaçao política do país.

Eido era do grupo de Hariri, sunita, e um jurista bastante respeitado, extremamente crítico das intervençoes sírias no país. Mas eu conheci mesmo Eido há pouco tempo, quando ele corajosamente foi a público chamar de "ocupaçao" as manifestaçoes, barricadas e tumultos em Beirute provacados pelo Hezbollah numa tentativa frustrada de derrubar o governo. Eido comparou as revoltas urbanas e toques de recolher em toda a cidade impostos pelo grupo naqueles dias com a ocupaçao israelense no sul do Líbano.

A capa do L'Orient-Le Jour no dia seguinte ao assassinato de Eido trazia a seguinte manchete:

"70...69...68."

Essa contagem regressiva é pelo fato de que, como nao há suplentes no parlamento libanês, eliminando os parlamentares que apoiam o governo até o número de 65, o primeiro ministro Fouad Siniora perde a maioria na casa. Primeiro foi o líder das Falanges Libanesas Pierre Gemayel, morto em novembro do ano passado... Agora Eido... seja lá quem esteja por trás disso, agora só precisa matar mais três parlamentares governistas.

Eido foi morto, assim como meu vizinho e genial jornalista e intelectual Samir Kassir, o nobre comunista George Hawi, o corajoso jornalista Gibran Tueni e o também parlamentar Pierre Gemayel... Em comum? Todos eram ativistas e críticos contra a interferência síria no país.

Mas nao há nenhum suspeito ou nenhuma prova que a Síria esteja por trás da morte de Eido... como nao há das mortes de Kassir, Hawi, Tueni, Gemayel... Pra falar a verdade, nao há nem mesmo pistas... nao há nenhuma prisao... nunca ouvi falar de nenhuma investigaçao...

Parece que realmente mais fácil colocar a culpa desses acontecimentos na instabilidade interna do Líbano e continuar dizendo que o país está indo por um caminho sem volta rumo à conflitos internos.

Vai ver por isso nao há investigaçoes, pistas, prisoes ou culpados... há apenas mortos. E enquanto essa indiferença bizarra continuar e ficarem todos pendentes desse tal tribunal internacional que "trará justiça" aos que mataram Hariri, mortos continuarao.

Nao adianta apenas culpar os elementos externos das desgraças, se os agentes internos simplesmente perderam totalmente a fé e confiança no seu estado ao ponto de pensar que a única investigaçao quer funcionaria seria de fora! Nao vai ser um tribunal imporovisado da ONU que vai resolver os problemas do Líbano e vai acabar com essa onda desenfreada de assassinatos políticos.

Os próprios libaneses tem que encontrar uma forma de neutralizar de vez essa dependência de fatores externos para resolver seus problemas internos e, ao mesmo tempo, uma forma de também neutralizar fontes externas de instabilidade. E passar assim a tentar entre eles pacificar as insatisfaçoes internas, achando de vez um sistema realista e igualitário de governo. Pq enquando o Líbano continuar sendo esse país de marionetes e esse palco de atrocidades de vizinhos sádicos, mais políticos, jornalistas e intelectuais vao fazer companhia no cemitério a como Eido, Kassir, Hawi, Tueni, Gemayel e tantos outros.

sábado, 9 de junho de 2007

O DISCO DO ANO!!!

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Primeiro foi a novidade... Uma mistura de coral com orquestra sinfônica e banda de rock, com quase 30 músicos e cantores e um espírito meio Jesus Cristo Superstar, fazendo um som hippie hipnótico-licérgico, com um visual que lembra aquelas seitas malucas americanas.

Nao dá pra nao reconhecer que os texanos do Polyphonic Spree chamaram a atençao e ganharam notoriedade muito mais pela curiosidade do que pela qualidade do som. Apesar de algumas boas baladas como a bem conhecida "Light & Day", o que chamou a atençao da mídia e os fizeram ganhar fas foi a criatividade e peculiadade do grupo, com um visual uniformizado ao usar túnicas no palco, além das letras e astral positivista e eufórico... Quase religioso.

O que rendeu tbm muitas críticas, algumas pesadas, como a da revista Entertainment Weekly, que classificou o segundo disco da banda, "Together We're Heavy", como o segundo pior album do ano em 2004, criticando o que a revista definiu como "falsa imagem de alegria" passada pelo grupo.

Mas o Poliphonic Spree terá a chance de responder a todas as críticas e, pq nao, ao desejo dos fas de novas músicas, com o lançamento do disco novo, The Fragile Army, que será lançado semana que vem no mundo todo.

Tive acesso à The Fragile Army e posso dizer que nao só é o melhor (e mais comercial) disco da banda até hoje como tbm é o melhor disco do ano!

Carro chefe do álbum, o single "Running Away", já nasce um clássico, reunindo todas os elementos que fizeram do Polyphonic um sucesso, adicionando um lado mais rock e pop ao som do conjunto, sem perder a qualidade. Estao aí os vocais, a orquestra, as letras leves, quase esotéricas e cafonas, mas unidas à uma guitarra elétrica e batidas envolventes.

"Eu me senti tao feliz e contente hoje
Porque vc decidiu estar na minha vida
É como correr por aí com o vento na sua cara!
É como voar!"

Abaixo vc pode conferir o vídeo de Running Away e ver o Polyphonic com seu novo visual, esse uniforme preto com um coraçao e uma cruz vermelha no peito. Segundo o maestro, vocalista e líder da banda, Tim DeLaughter, "o coraçao simboliza o carinho e a compaixao. Já a cruz vermelha representa o cuidado com os demais que nós, seres humanos, somos todos capazes de ter..."

Você pode até nao gostar do som do Polyphonic Spree, mas a proposta da banda de "pregar" o amor, o carinho e a amizade na atual situaçao do mundo em que vivemos é no mínimo louvável.

Por mais forçado que possa soar ou parecer, mal, com certeza, nao vai fazer!

Um aniversário para nao comemorar

Reflexoes no aniversário de 40 anos da "Guerra dos Seis Dias", no site do Sidney Rezende.